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CINEMA

As Panteras traz três heroínas empoderadas com objetivos desafiadores

Publicado em: 14/11/2019 11:00

 (Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott são as novas Panteras. Foto: Sony Pictures/Divulgação)
Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott são as novas Panteras. Foto: Sony Pictures/Divulgação
A sororidade está em alta pelo que demonstram os bastidores e o conteúdo do longa As Panteras que, quase 20 anos depois do sucesso estrelado por Lucy Liu, Cameron Diaz e Drew Barrymore, ganha nova versão para a telona. Um campo de oportunidades femininos e a quebra de dogmas sexistas ligados à ação e à aventura se descortina. “A indústria do cinema não me oferecia o suficiente. Não me deixavam contar as histórias que eu queria”, avaliou, ao The Guardian, a diretora Elizabeth Banks. Ela se tornou roteirista, produtora, atriz e diretora de As Panteras, quatro anos depois de ter despontado e feito concessões no comando de A escolha perfeita 2, uma comédia musical de enorme bilheteria.
 
Depois de ter projetado Rodrigo Santoro no cinema, a franquia As Panteras agora abre espaço para a música de Anitta, uma das atrações escaladas pela produtora  da trilha sonora Ariana Grande. O retrato de um Rio de Janeiro descaracterizado impulsiona a trama, logo nas primeiras imagens. Nelas, as espiãs protagonistas Sabina (Kristen Stewart, a Bella de Crepúsculo, agora à frente de uma personagem abertamente gay) e Jane (a inglesa Ella Balinska) combatem o tráfico de drogas. Com a expansão da famosa agência em que trabalham, a Charles Townsend, há uma multiplicação, em escala mundial, de peritas espiãs, como indicam a presença de personagens de Hailee Steinfeld (Bravura indômita) e Lili Reinhart (Riverdale).
 
Cabe, entretanto, à atriz Naomi Scott (a Jasmine do longa Aladdin) o papel de terceiro vértice, na formação clássica do trio de amigas envolvidas em perseguições de carros, explosões e no uso de infindável arsenal de disfarces. Elena (Naomi) está, a princípio, enfurnada em estação de pesquisa que projeta, via ciência, uma energia alternativa para abastecimento do planeta. Os estudos se dão ao lado do colega Langstone (Noah Centineo, de Para todos os garotos que já amei) — isso, até que os agentes da corporação em que trabalham sabotam os empregos de Elena e Langstone.

Abrangência
Apesar de assumir ter “embutido ideias feministas” em momentos fundamentais do longa, Elizabeth Banks esclareceu à imprensa, no exterior: “Quis fazer um filme atraente e abrangente, muito mais do que algo estabelecido no terreno político”. Chamada de “magnata”, no britânico The Guardian, Banks confessa que almeja uma relevância à la Julia Roberts, em termos de influência em Hollywood. Pouco afeita ao otimismo, “dado o mundo em que vivemos”, ela soube lutar pela realização de As panteras, deixando clara, numa reunião de executivos da Sony, a disposição de comandar o filme.
 
“Um bom líder é um bom líder”, sintetiza a famosa atriz de O virgem de 40 anos (2005) e O que esperar quando se está esperando (2012). Banks se diz surpresa pela especulação de que tenha primado em apresentar um estandarte feminista, na realização do longa. “Com o longa, não estou fazendo declarações imponentes”, acredita. Ela defende plena naturalidade no destaque reservado ao posicionamento reservado às heroínas.
 
Mesmo que, em parte, John Bosley (Patrick Stewart) seja visto como chefe de As Panteras, ainda é obscura a maneira pela qual Bosley, a personagem feminina interpretada justamente por Elizabeth Banks. Ficará à frente do comando do trio de agentes. Garantia mesmo, o espectador pode ter de ver em cena a ostentação de tatuagens (repletas de tecnologia de ponta) em algumas das personagens. Outras certezas são os coreografados golpes de luta em cena o emprego de músicas interpretadas por expoentes como Lana Del Rey e Nicki Minaj.
 

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