Historiador e diplomata Legado de historiador pernambucano vira exposição na USP

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/09/2019 09:56 Atualizado em:

Oliveira Lima foi um importante diplomata e historiador pernambucano. Foto: Divulgação
Oliveira Lima foi um importante diplomata e historiador pernambucano. Foto: Divulgação
 
O diplomata e historiador pernambucano André Heráclio do Rêgo leva à Universidade de São Paulo (USP) o seminário e a exposição sobre a trajetória e obra de um conterrâneo que teve papel seminal na investigação entre as sociedades brasileira e portuguesa, Oliveira Lima. A apresentação Oliveira Lima e a (longa) história da Independência será realizada hoje e amanhã na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Já a mostra ficará até novembro. Ao se debruçar sobre a obra de Oliveira Lima, André explica que aproveitou datas para relembrar o legado do historiador.
 
“Em 2017, comemorou-se o sesquicentenário do nascimento de Manuel de Oliveira Lima, com poucas comemorações. Por outro lado, estamos em pleno período que antecede a comemoração do bicentenário da Independência. Pensei em unir as duas coisas”, conta Heráclio, autor de livros como Família e coronelismo no Brasil (2008), Os sertões e os desertos (2012) e Louis de Boccard: Um fotógrafo suíço na Tríplice Fronteira (2017).
 
O trabalho resgata a obra de Oliveira Lima considerando antecedentes, processo e consequências da Independência do Brasil. O período abordado pelo historiador é de cerca de 150 anos (1750- 1900). Na exposição, estarão raridades como primeiras edições assinadas, relatos e gravuras de viajantes que vieram ao Brasil no período, manuscritos e livros da época.
 
Nascido em Pernambuco em 1867, Oliveira Lima teve sua educação em Lisboa. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras. Um dos mais importantes diplomatas e historiadores do Brasil, ele investigou as sociedades brasileira e portuguesa a partir das intrigas políticas e diplomáticas que caracterizaram o movimento da Independência e o reconhecimento do Império. Foi responsável por retratos fundamentais como o de Dom João VI - em seu livro mais conhecido, Dom João VI no Brasil (1908).
 


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