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PROJETO

Fusão artística em leituras dramatizadas no palco

Publicado em: 27/04/2022 08:50

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação
Textos provocadores e artes plásticas se fundem no projeto que irá tomar conta do Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, nas próximas quatro quartas-feiras a partir de hoje. Idealizado e encenado pelo ator João Augusto Lira, que traz também ao palco Augusta Ferraz e Paulo Pontes, Conexão 3 x 4: Artes & Atos apresenta uma livre interação entre duas expressões artísticas através da leitura dramatizada. Os três atores pernambucanos se revezam na leitura de quatro textos da dramaturgia local, brasileira e universal, pontuadas pelo diálogo com as obras dos artistas plásticos Rinaldo Silva, Breno Melo e Jeims Duarte. 

A ideia para as leituras dramatizadas foi desenvolvida do zero e de modo independente pelos artistas. “Eu estava sentindo realmente anecessidade de fazer um trabalho assim e, a partir de alguns interesses pessoais, como as artes plásticas, fui desenvolvendo ideias, que ganharam fôlego no momento que convidei os colegas”, comenta Lira. 

Buscando trabalhar as leituras com intervenções de efeitos visuais, os artistas desenvolveram o projeto inicialmente com base em livros sobre artes plásticas e,naturalmente,foram agregando novas ideias e interpretações diante das possibilidades artísticas que iamsurgindono processo.Aparticipação dos artistas plásticos, paralela à leitura dramatizada, acrescenta outras interpretações e camadas de provocação que enriquecem ainda mais os textos, conectados entre si essencialmente pelas ideias de enfrentamento ao sistema dominante, opressor e segregador.

Na intençãodeorganizaroprojeto a partir do revezamento dos três atores, foram escolhidos os três primeiros textos: As cadeiras, do romeno Eugène Ionesco, A história do zoológico, do norteamericano Edward Albee, e Fala baixo senão eu grito, da brasileira Leilah Assunção. Ainda que as apresentações também encontrem sua força de modo independente, elas constroem um significado crescente que se estabelece em sua completude ao final da quarta e última leitura, A pedra do navio, do potiguar João Denys Araújo Leite.
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