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LITERATURA

Bienal Internacional do Livro em Pernambuco tem saldo positivo depois da pandemia

Publicado em: 13/10/2021 07:39

 (Foto: Divulgação)
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Retornando de forma presencial depois de um ano e meio de pandemia, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco realizou a 13ª edição com o tema “Só existe uma vacina contra a Ignorância. Leia”. A programação híbrida teve duração de 12 dias, gerando cerca de R$ 12 milhões em negócios, e movimentando a economia do estado no período. Cerca de 350 mil pessoas visitaram o evento entre a sua forma virtual e presencial.
 
Foram realizadas 20 oficinas presenciais, mais de 60 lançamentos literários, 50 palestras presenciais e outras 30 virtuais, apresentações artísticas e muito mais, totalizando 220 atividades. Estiveram presentes ainda 89 livrarias e editoras em 320 estandes, distribuídos no pavilhão interno do Centro de Convenções, em Olinda.
 
Segundo o produtor da Bienal, Rogério Robalinho, a Bienal já está consolidada na agenda cultural e econômica do estado. “É um evento que agrega educação, cultura, cidadania e economia com uma programação muito extensa. A Bienal tem um vetor econômico de incremento e enriquecimento do mercado editorial no Brasil e também com outros países do mundo. Estamos animados com essa reativação econômica do universo da literatura”, declarou.
 
Vendas e negócios aumentaram 
No estande da Livraria Leitura, a comercialização dos livros superaram em 40% a edição anterior já no nono dia de evento. “Foi muito acima da nossa expectativa. A gente não esperava que fosse dar tanto público. Foi uma surpresa muito boa e estamos animados para a próxima Bienal”, disse a gerente da Livraria Leitura, Jéssica Gomes. 
 
Um dos diferenciais desta edição foi a adoção dos preços baixos, para atrair o público. Com livros de diversos gêneros a partir de R$ 10, as editoras e livrarias participantes adotaram descontos progressivos e preços especiais para recuperar o tempo perdido durante a pandemia da Covid-19.
 
Segundo o empresário Jacob Berenstein, que é proprietário de cinco unidades da Livraria Imperatriz no Estado, a movimentação no estande da livraria na Bienal está acima das unidades da marca em seus pontos físicos. “Precisávamos ter algo atraente, por isso decidimos dar descontos de 20%.  Está sendo muito positivo e a venda está acima do que esperávamos por conta da pandemia. A organização trabalhou bem com as medidas de segurança e isso permitiu que o público comparecesse”, afirmou.
 
Já no estande da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), a expectativa é de que o faturamento seja ao menos igual ao da última edição presencial da Bienal, que foi no ano de 2019. “Para a CEPE, a Bienal sempre foi um evento importante do lado econômico. O resultado deste ano está surpreendendo positivamente, estamos com faturamento próximo da última bienal. O resultado até o momento está satisfatório”, disse o superintendente de marketing e vendas da Companhia, Rafael Chagas.

De acordo com o sócio da livraria itinerante Palavra Encantada, Ednilson Câmara, o evento surpreendeu de forma positiva. “Superou todas as expectativas, principalmente nos finais de semana. Sou iniciante como expositor, mas já estou reservando minha vaga para 2023. O que ficou muito evidente é que as grandes hesitaram em vir, mas quem veio fez bons negócios”, contou. 
 
Já o sócio da Saber Publicações, Carlos Cazzamatta, veio de São Paulo para a Bienal de Pernambuco pela terceira vez e destacou que essa foi a melhor edição em que participou. “Para mim foi um ato de coragem encarar um processo como esse, mas não foi fácil, porém está sendo a melhor. Faltando quatro dias para acabar a feira já havia vendido mais do que na última edição. O que também contribuiu na nossa decisão de participar foram os 100 anos de Paulo Freire, isso chamou de uma forma muito forte”, destacou. 
 
A Bienal
A escritora e poeta pernambucana, Cida Pedrosa e o Patrono da Educação no Brasil, Paulo Freire, que teria completado 100 anos em 2021 se estivesse vivo, foram os homenageados da edição deste ano. A curadoria do evento ficou a cargo do jornalista e crítico literário Schneider Carpeggiani. Além de Rogério Robalinho, estiveram à frente da produção da Bienal, Guilherme Robalinho e Sidney Nicéas.
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