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Consumo cultural on-line deve continuar após pandemia, aponta pesquisa

Publicado em: 22/07/2021 13:46 | Atualizado em: 22/07/2021 13:48

O levantamento mostrou disparo de apresentações virtuais e democratização de conteúdos (Foto: Pixabay)
O levantamento mostrou disparo de apresentações virtuais e democratização de conteúdos (Foto: Pixabay)
Com a virtualização da cultura durante a pandemia, o consumo online dos brasileiros aumentou e deve permanecer assim mesmo depois do retorno à normalidade. Isso é o que aponta a pesquisa Hábitos Culturais II, realizada pela parceria entre o Itaú Cultural e o Datafolha, que comparou os dados deste ano com os de 2020. Foram ouvidas 2.276 pessoas de todo o país com idade entre 16 e 65 anos, integrantes de diferentes classes econômicas.

Segundo o levantamento, o consumo de apresentações de música, teatro e dança no ambiente on-line dobrou de 20%, no ano passado, para 40% atualmente. Também cresceu os ouvintes de podcasts, de 24% para 39%, e os jogadores de videogames, com um salto de 32% para 43%.

Por outro lado, expressões artísticas que já vinham dominando o setor de streaming, como música e cinema, tiveram aumentos mais modestos. O consumo de música on-line passou de 74% para 79% e o de filmes e séries saiu de 68% para 75% dos entrevistados. 

“A indústria da cultura soube reagir aos desafios da pandemia e rapidamente levou a sua produção para o ambiente on-line onde encontrou uma audiência ávida por entretenimento, reflexão e novas experiências”, diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. “Instituições, corpos estáveis, grupos artísticos e uma legião de profissionais da área criaram um ambiente mais leve para estes tempos tão duros”, completa.

Contudo, nem todos os setores apresentaram crescimento. Visitas on-line a exposições e museus não conseguiram manter a atratividade do início da pandemia e tiveram um recuo de público de 16% para 11%.

Para além da sobrevivência do setor, a internet também se apresentou como uma ferramenta democratizadora de conteúdos antes mais inacessíveis. De acordo com a pesquisa, 72% informaram que os conteúdos on-line permitiram acesso a atividades culturais que, de outra forma, não seriam experimentadas, demonstrando assim um aumento no interesse do público pela cultural, especialmente entre jovens de 16 a 24 anos.

Essa possibilidade de acesso a novas obras, por sua vez, mostrou que esse hábito de consumo tem boas chances de se manter no pós-pandemia. Pelos dados, 80% dos que assistiram a apresentações de música, teatro e dança virtualmente pretendem continuar com a prática. O índice é o mesmo declarado para aulas ou oficinas de arte. Já nos casos de experiências artísticas mais sensoriais, como a visitação de museus, a intenção abaixa para 67%, por ter o presencial como grande ponto de atração.
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