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Produtora oferece cursos gratuitos de teatro, música e dança no Recife

Publicado em: 12/07/2019 11:59

Peça da produtora pernambucana Nível 241. Foto: Reginaldo Dias/Divulgação

A produtora pernambucana Nível 241 oferecerá uma programação gratuita que inclui cursos e palestras sobre teatro, música e dança. O evento será realizado no próximo domingo (14), das 10h às 18h, no Edifício JK (Avenida Dantas Barreto, 315, Santo Antônio). Haverá atividades de jazz, dança contemporânea e sapateado, aulas de teatro, de canto e rodas de conversa sobre “ser ator” e algumas produções de teatro musical no Brasil.

Durante o evento os interessados poderão ter o serviço de fotografias em estúdio. Fotos de corpo e rosto vão facilitar a inscrição dos participantes que focam nas audições que estão acontecendo no Brasil. Esta é a única atividade do evento que será paga. O investimento é de R$ 10. Uma exposição dos figurinos, adereços, croquis e outros objetos de Aladim, o Musical, peça da produtora recifense que esteve em cartaz em 2017 e 2018 também estará aberta aos participantes.

De acordo com Ana Letícia Lopes, responsável pela Nível 241, o evento marca o novo espaço que a empresa especializada teatro musical do Recife passa a oferecer ao público. “A ideia do evento, além de capacitar e promover uma experiência única é conectar os amantes de artes com os profissionais do estado”, conta Ana. Ainda segundo ela, será um dia de muita celebração e interação. “Vamos fazer sorteios de bolsas de 100% de desconto nos cursos que a Nível está promovendo na Semana de Férias, no final do mês”, adianta.

Inscrições podem ser feitas através do site: https://www.sympla.com.br/nivel-day__574686.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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