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Paço do Frevo inaugura exposição de objetos que fazem parte da história do carnaval

A primeira camisa do Bloco da Saudade e armação de óculos de Capiba são alguns dos itens expostos

Publicado em: 25/01/2018 13:23 | Atualizado em: 25/01/2018 12:45

Acervo tem cerca de 40 peças de diferentes épocas. Foto: Peu Ricardo/DP

Quando se pensa em símbolos do carnaval pernambucano, a sombrinha colorida é um dos objetos que vêm, de imediato, à mente. Mas muitos outros artefatos fazem parte do repertório, prova a exposição Frevo da cabeça aos pés, que o Paço do Frevo (Praça do Arsenal da Marinha, S/N, Bairro do Recife) inaugura nesta quinta-feira, às 19h. A entrada para a noite de abertura é gratuita.

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Com aproximadamente 40 itens, a coleção resgata objetos de valor histórico e sentimental para a folia. Da primeira camisa do Bloco da Saudade, datada de 1974, a uma das icônicas armações de óculos de Capiba, a coleção enxuta foi selecionada de forma colaborativa. "Contamos com a participação de muitas pessoas da comunidade do frevo como cocriadores, indicando itens com histórias carnavalescas", explica a gerente de conteúdo do Paço do Frevo, Nicole Costa. "É uma exposição em processo", acrescenta o gerente-geral do centro, Eduardo Sarmento, ressaltando que novas peças podem ser eventualmente acrescidas à mostra.

Entre os que colaboraram com o acervo temporário está o olindense João Dias Vilela Filho, o Julião das Máscaras, um dos mais conhecidos fabricantes do artigo carnavalesco no estado. É de autoria dele alguns dos itens vistos logo na entrada, como uma cabeça de La Ursa. Aliás, o fato de serem máscaras os primeiros artigos apresentados no espaço é parte da lógica da exposição. "Pensamos o frevo como um corpo, em quatro partes: cabeça, mãos, troncos e pés", enumera Nicole.

A segunda parte, logo, tem relação com os membros superiores e traz partituras e instrumentos que fizeram o som de muitos carnavais, como o saxofone do Maestro Nunes (1931-2016) e o banjo de Marco César, utilizado no desfile de estreia do Bloco das Ilusões, em 1986, e nos 13 anos seguintes, além de um violão de Edgar Moraes. Na área dedicada ao tronco, as atenções se voltam para as camisas de blocos, coletes e fantasias. Já na sessão que representa os pés, são reverenciados passistas como Ferreirinha, Junior Viégas, Flaira Ferro e Wilson Aguiar.

Entre os artigos vistos na área, um par de sapatos do passista e professor Otávio Bastos, famoso pelos calçados de número 45. A mostra ainda inclui uma área interativa, com adereços que podem ser utilizados pelos visitantes e até uma passarela para desfiles. A exposição fica em cartaz por tempo indeterminado, por um período entre três e quatro meses, segundo a organização.

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