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Televisão Repórter da Globo escuta 'globo lixo' ao vivo e tenta rebater cidadão No vídeo, ele demonstra irritação diante do comentário sobre a emissora. Assista

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 17/12/2017 19:25 Atualizado em: 17/12/2017 19:37

Repórter fazia transmissão ao vivo para o SP1. Foto: Globo/Reprodução
Repórter fazia transmissão ao vivo para o SP1. Foto: Globo/Reprodução


O repórter Filippo Mancuso, do telejornal SP1, da Globo, tentou rebater um comentário contra a emissora na qual trabalha durante uma transmissão ao vivo. Ele estava em um centro de compras e havia sido chamado do estúdio pelo apresentador Carlos Tramontina para dar informações sobre alimentos para a ceia do fim do ano quando ouviu um "globo lixo", xingamento do qual o canal é alvo entre críticos.

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"Boa tarde para você também", disse, de forma enérgica, o repórter, em reação ao comentário. “Tem sempre um engraçadinho fazendo bobagem aqui. Mas isso faz parte”, completou, em meio à descrição das prateleiras mostradas pelo cinegrafista. A matéria focava movimento de consumidores no Mercadão Municipal de São Paulo e a Zona Cerealista da capital.

A ofensa contra a emissora gerou reações nas redes sociais. "Se todo mundo fizesse isso, a Globo Lixo ficaria com medo de mandar repórteres a lugares públicos", escreveu um internauta. "Agora virou modinha falar isso", afirmou outro.

A Globo enfrentou ondas de manifestações contra repórteres e outros profissionais em reportagens de rua, sobretudo depois da derrubada da presidente eleita Dilma Rousseff - segundo os manifestantes, o Grupo Globo foi peça fundamental na engrenagem para tirar a petista do poder.

A emissora chegou a tirar a canopla de identificação dos microfones para viabilizar a cobertura de protestos e teve a sede atacada com tinta e outros objetos por diversas vezes. Em meses recentes, tornou-se comum testemunhar o uso de entradas ao vivo para protestos contra Michel Temer e o próprio canal de comunicação.

Veja a reação do repórter:



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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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