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SAÚDE

Observatório Covid-19: Pernambuco lidera ocupação de leitos de UTI no país

Publicado em: 13/01/2022 17:41 | Atualizado em: 13/01/2022 18:24

 (Foto: Observatório Covid-19/Fiocruz. )
Foto: Observatório Covid-19/Fiocruz.

Em Nota Técnica divulgada nesta quarta-feira (12), o Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgou os novos dados sobre a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) e fez um alerta aos governos. Pelas taxas observadas no dia 10 de janeiro e em comparação com a série histórica, o documento mostrou que um terço das Unidades Federativas e dez capitais encontram-se em situações de alerta intermediário e crítico.

 

Segundo a análise, o estado de Pernambuco está na zona de alerta crítico, com um índice 82% de ocupação, o maior de todo o país. No que diz respeito às capitais, Recife também figura na zona de alerta crítico, com 80% dos seus leitos ocupados, perdendo apenas para Fortaleza (88%). Em comparação, em agosto de 2021, a taxa no estado era de 47%.

 

A nota alerta para o novo crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da proliferação da variante Ômicron no Brasil. Ao mesmo tempo, destaca que um colapso no sistema de saúde são incomparáveis ao que aconteceu no ano passado. Segundo os pesquisadores do Observatório, responsáveis pelo Boletim, o número de internações em UTI hoje ainda é "predominantemente muito menor" do que aquele observado em dois de agosto, quando leitos começavam a ser retirados devido a diminuição de internações. O documento ressalta ainda que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.

 

"Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela Ômicron. Por outro lado, não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza", ressaltam os pesquisadores.

 

A nota também destaca que tão importante quanto estar atendo à necessidade de reabertura de leitos, é reorganizar a rede de serviços de saúde no sentido de dar conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir na vacinação da população.

Por nota, a Secretaria estadual de Saúde (SES-PE) informou que Pernambuco registra aceleração nos registros de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, provocada principalmente pela epidemia de influenza A H3N2, mas também pela introdução da variante Ômicron da Covid-19. Este cenário vem impactando no aumento dos pedidos de internações na rede estadual de saúde e, consequentemente, nas taxas de ocupação dos leitos.

"Ao longo dos últimos 20 dias, o Governo de Pernambuco vem realizando uma intensa mobilização de leitos para garantir a assistência à população. Do dia 24/12 até esta quinta-feira (13/01), foram abertas 559 vagas para casos de Srag, sendo 222 de UTI - o que corresponde a capacidade de pelo menos dois grandes hospitais de campanha. Atualmente, Pernambuco conta com 1.808 leitos (923 de UTI) – a maior rede pública para casos respiratórios entre os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste", acrescenta o comunicado.

O Governo de Pernambuco afirmou que continua analisando os dados epidemiológicos e trabalhando para minimizar os impactos desta aceleração das doenças respiratórias e salvar vidas. Nos próximos dias, ainda há previsão de abertura de outros 500 leitos, sendo 280 de terapia intensiva.

"No entanto, a SES-PE lembra que para enfrentar o atual cenário epidemiológico também é necessário o apoio de toda a sociedade. Por isso, ratifica a importância de cumprimento dos protocolos vigentes, o reforço na adoção dos cuidados, com o uso de máscara e higienização das mãos, além de evitar as aglomerações. A secretaria ainda reforça a necessidade da vacinação completa contra a Covid-19 – principal forma de evitar o agravamento pela doença", conclui a nota.  


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