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Especialista alerta que mudanças simples na rotina ajudam crianças a comerem melhor

Publicado em: 06/06/2021 14:27

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Passado mais de um ano de pandemia da Covid-19, aulas on-line, mais exposição à frente das telas e as crianças em casa por muito mais tempo passaram a fazer parte da rotina das famílias brasileiras. Um assunto tem preocupado os pais: como garantir uma alimentação saudável importante para manter o sistema imunológico fortalecido, além de prevenir e combater doenças? A fonoaudióloga Karina Oliveira, que atende na Ilha do Leite, no Centro do Recife, propõe algumas mudanças simples capazes de ajudar os pequenos a comerem melhor.

“Esconder alimentos no prato, liquidificar os alimentos, substituir refeições por leite ou distrair a criança na tentativa de melhorar a aceitação alimentar são atitudes que reforçam o comportamento da criança e podem causar outros problemas no futuro como a instalação de seletividade ou dificuldade alimentar. Em crianças que só fazem as refeições com alimentos liquidificados, por exemplo, é possível desencadear alterações na musculatura orofacial pela ausência da prática de mastigação”, explica a fonoaudióloga.

De acordo com a especialista, as crianças com idade entre 2 e 6 anos podem passar por uma fase de neofobia alimentar, com alguns comportamentos já esperados nesse período. Caso este momento não seja tratado com seriedade, é possível que se instale uma dificuldade alimentar na criança. “A forma que os pais ou responsáveis conduzem esse momento é o que pode fazer a diferença para amenizar as alterações no comportamento, deixando que a criança passe por essa fase de forma mais tranquila”, reforça Karina.

“Presença de choro durante as refeições, ânsia de vômito com determinados alimentos, rejeição a grupos alimentares inteiros (por exemplo não come nenhuma fruta) e dificuldade em aceitar alimentos sólidos são alguns sinais de que a criança precisa de um acompanhamento profissional especializado, o que na maioria das vezes envolve uma equipe interdisciplinar como fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, gastropediatra, etc”, completa a profissional.

Alguns passos que podem ajudar a melhorar a aceitação dos alimentos pelas crianças:
- Resgatar antigos hábitos como sentar à mesa em família e compartilhar a refeição;
- Cozinhar com as crianças;
- Apresentar os alimentos fora da mesa e do contexto da refeição em brincadeiras e atividades lúdicas;
- Modificar a apresentação e o preparo dos alimentos. Exemplo: se a criança ama purê de batatas, apresentar a macaxeira em formato de purê aumenta as chances de aceitação;
- Não pressionar a criança para comer. É importante entender que a quantidade e os alimentos que serão ingeridos (dentro das opções oferecidas pelo adulto) são de responsabilidade da criança.
- A forma de falar também é muito importante para reduzir a pressão e despertar a curiosidade pelos alimentos. Substituir falas como "prova" por "que gosto tem?" "Será que é fácil quebrar com os dentes?".
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