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Liturgia da Paixão de Cristo clama por fé e esperança para enfrentar a pandemia

Encontro na Catedral Metropolitana, em Olinda, foi celebrado por Dom Fernando Saburido, sendo marcado por restrições

Publicado em: 02/04/2021 17:04

Religioso conduziu a representação da cruz de Cristo pelo corredor central (Foto: Peu Ricardo / DP Foto)
Religioso conduziu a representação da cruz de Cristo pelo corredor central (Foto: Peu Ricardo / DP Foto)

Reflexões sobre o presente e o futuro marcaram, nesta sexta-feira (2), o tradicional rito cristão na Catedral Metropolitana de São Salvador, localizada no Alto da Sé, em Olinda. Pelo segundo ano consecutivo, a páscoa em meio à pandemia da Covid-19, motivou mensagens de resiliência frente aos sofrimentos e vitórias também alcançadas por Jesus Cristo. No encontro da Liturgia da Paixão, dirigido pelo arcebispo Dom Fernando Saburido, um pequeno público de fiéis marcou presença, respeitando as medidas de distanciamento social. Católicos, de diferentes partes do estado, reforçaram a importância de não abandonar a fé e a esperança por dias melhores.

“São tempos difíceis que nos levam a acreditar ainda mais na mensagem da ressureição trazida pela Páscoa. Esta força deve permanecer em cada um de nós”, afirmou o líder religioso, lembrando a importância de conservar-se forte e auxiliar a quem mais precisa. Ao todo, 145 paróquias, pertencentes à Arquidiocese de Olinda e Recife, também organizaram celebrações. Contudo, para evitar aglomerações, a maioria optou apenas pela transmissão virtual por meio da internet. A preocupação é válida diante dos tristes números assinalados pelo coronavírus em Pernambuco, com mais de 12,2 mil mortes. Uma seleção de fotos dessas vítimas seguem estampadas nas paredes da igreja, em forma de memorial. “Com união passaremos por isso mais fortes. Ele ressuscitou e está vivo no meio de nós”, rogou dom Fernando.

Um público limitado, mas bastante emocionado participou do encontro (Foto: Peu Ricardo / DP Foto)
Um público limitado, mas bastante emocionado participou do encontro (Foto: Peu Ricardo / DP Foto)


A dona de casa Maria do Bomparto, de 59 anos, veio do bairro de Guadalupe, próximo dali, para participar da atividade pela primeira vez. “Hoje estou aqui para interceder por tantos que estão sofrendo e precisando do nosso amparo. Estar na igreja em comunhão consegue me deixar mais cheia de vida, preenche qualquer vazio”, contou. O sentimento é compartilhado pelo rodoviário André Carlos, 44, morador de Jardim Fragoso, que todos os anos marca presença na programação. “É uma oportunidade única de agradecer a Deus por todos os livramentos e interceder pelo surgimento da cura para esta doença tão terrível. Já estamos cansados de tanto sofrimento”, lamentou.

O arcebispo Fernando Saburido, em meio aos cânticos e o clima de pesar que representou, às 15h, o exato momento da morte do Senhor, reafirmou os símbolos da época. “A Sexta-feira da Paixão é um dia de silêncio, de contemplação do mistério que é a morte e a posterior ressurreição de Jesus. Hoje, o nosso primeiro gesto deves ser prostração, agindo como discípulos do mestre. Porém, temos em nossos corações a certeza da vitória final”, pontuou. A aposentada Eleonora Mendes, 66, veio do município de Paudalho, na Zona da Mata Norte, e ressaltou a importância de mudanças nesta pandemia. “Nosso papel é orar para o Senhor trazer discernimento para os nossos governantes. Precisamos de menos conflitos e mais vacinas para o povo, além de uma mudança real no comportamento das pessoas”, opinou.

Maria do Bomparto disse que veio rezar pelos que estão sofrendo (Foto: Peu Ricardo / DP Foto)
Maria do Bomparto disse que veio rezar pelos que estão sofrendo (Foto: Peu Ricardo / DP Foto)


A imagem do Senhor Morto, que costumeiramente era levada em carro aberto pelas ruas da cidade, este ano permaneceu dentro da Catedral, sendo aplicado um rito diferente. O bispo entrou com uma cruz coberta por um pequeno véu, entoou um cântico, descobriu uma parte da peça, seguiu mais alguns passos, cantou novamente, revelou outro pedaço e repetiu este processo, totalizando três paradas estratégicas. Os fiéis acompanharam envolvidos em muita emoção. Ainda dentro das mudanças, a celebração que é conhecida como exaltação da Santa Cruz, onde o povo tem a oportunidade beijá-la, teve que se limitar apenas com o gesto partindo de um único religioso. Foram ajustes e precauções necessárias, evitando qualquer sinal de contágio entre as pessoas.
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