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Quatro funcionários da Prefeitura de Ipojuca são indiciados após desvio de dinheiro de auxílio municipal

Publicado em: 19/02/2021 08:49 | Atualizado em: 19/02/2021 14:44

 (Foto: Prefeitura de Ipojuca/Reprodução )
Foto: Prefeitura de Ipojuca/Reprodução
A Polícia Civil de Pernambuco informou, na manhã desta sexta-feira (19), que durante uma investigação realizada pela Delegacia de Ipojuca, um esquema criminoso de desvio de verbas públicas no município foi descoberto. Quatro ex-funcionários da Prefeitura de Ipojuca foram indiciados pelos crimes de peculato e associação criminosa.

Ainda segundo a Polícia Civil, os suspeitos teriam desviado cartões do Benefício Eventual Municipal (BEM), criado durante a pandemia de Covid-19, para assistir cerca de quatro mil trabalhadores informais que tiveram que paralisar suas atividades. De acordo com o órgão, o grupo teria compartilhado as senhas, realizando de modo fraudulento o saque dos valores do auxílio. A quantia teria sido dividida entre os envolvidos.

A Polícia Civil também informou que o esquema foi descoberto após diversos beneficiários relatarem à Secretaria Municipal de Assistência Social o não recebimento dos cartões, que não foram localizados pela Secretaria.

Segundo a Polícia, as investigações revelaram ainda que a coordenadora do programa assistencial, responsável pela distribuição dos cartões, convidou pessoas a integrarem o grupo e a praticarem o crime, entregando a elas os cartões e as respectivas senhas, e recebendo parte dos valores sacados. Os fatos foram confirmados, segundo o órgão, por dois investigados que confessaram a participação no crime, sendo um deles filmado por câmeras de segurança enquanto realizava os saques.

"Inicialmente, apurava-se o sumiço de seis cartões. No curso das investigações, todavia, foi revelado a subtração de vinte dois cartões de beneficiários, os quais tiveram seus cartões subtraídos e desviados para que outras pessoas fizessem os saques dos valores. Não obstante tal fato, é possível que existam muitas outras pessoas que, em razão do crime em comento, deixaram de receber seus cartões BEM, haja vista serem pessoas humildes que, em muitos casos, sequer sabem que tem direito ao benefício", informou a Polícia em nota.

RESPOSTAS

A reportagem do Diario pediu esclarecimentos por parte da gestão municipal. Em resposta, a Prefeitura de Ipojuca informou que registrou um boletim de ocorrência (nº 20E.013.200.006.22) comunicando à Delegacia do Ipojuca ter identificado em 19 de junho de 2020, o extravio de cinco cartões de benefício e solicitando a abertura de um inquérito policial sobre o assunto.

“Apurados os indícios de autoria, em sede de investigação, a Prefeitura do Ipojuca decidiu não pelo afastamento, mas pela exoneração e rescisão contratual dos supostos envolvidos. Um ofício era encaminhado à Delegacia do Ipojuca a cada beneficiário que procurava a Secretaria de Assistência Social (responsável pela concessão do benefício) alegando não ter recebido o cartão. Foram identificados pela Secretaria de Assistência Social o extravio de 22 cartões e todos foram dado ciência à Delegacia do Ipojuca. Além do bloqueio imediato do cartão extraviado, a Prefeitura do Ipojuca, auxiliou a solicitação das imagens das câmeras de segurança dos pontos de saque nos horários identificados pela empresa Alelo S.A”, afirma o texto.

A prefeitura também alegou que não existe possibilidade de outros trabalhadores informais terem deixado de receber o benefício em virtude destes extravios, como sugeriu a Policia Civil.

“Porque, como o mesmo foi concedido em 2020 e se tratava de um ano eleitoral, só recebeu o benefício quem possuía cadastro prévio na Prefeitura do Ipojuca. Cerca de 4 mil trabalhadores informais (incluindo os 22 extraviados), que viviam do Turismo, receberam o Benefício Eventual Municipal, no valor de R, concedido de forma pioneira no Estado pela Prefeitura do Ipojuca e que garantiu comida na mesa durante 8 meses”, informou a nota.

No fim do texto, a gestão municipal disse que espera “que o inquérito, aberto em junho de 2020, seja o mais rápido possível concluído pela Polícia Civil e que os culpados sejam punidos”.

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