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Carnaval 2021

Pela primeira vez em 59 anos, Bacalhau do Batata não desfila na Quarta-feira de Cinzas

Publicado em: 17/02/2021 14:25

 (Foto: Sandy James/Esp.DP )
Foto: Sandy James/Esp.DP

Pela primeira vez em 59 anos, a Quarta-feira de Cinzas não contou com o desfile do bloco Bacalhau do Batata. Devido ao aumento no número de casos de coronavírus em Pernambuco e a proibição por parte do governo do estado dos festejos momescos, as agremiações não ocuparam as ladeiras de Olinda. A cidade amanheceu vazia e silenciosa, como se não tivesse conhecimento do que é ser um dos carnavais mais famosos do país.

Para Fátima Araújo, presidente do bloco Bacalhau do Batata, o prejuízo causado pela ausência do carnaval não supera a dor de perder vidas que foram ceifadas pelo coronavírus.  

"O período de carnaval foi muito triste. É muito emocionante ver Olinda com essas ruas desertas, porque no dia de hoje a cidade estaria pegando fogo. Todos nós sabemos que o fato de não ter a festa é por uma boa causa, para que no ano que vem a gente possa brincar e comemorar os 60 anos do Bacalhau do Batata. Fica um vazio porque este é o primeiro ano, desde que o Bacalhau foi criado, que ele não vai às ruas. Eu espero que todos nós, a partir da vacina que estamos tomando, continuemos a nos cuidar. Usar máscara, respeitar o distanciamento. Não dá pra ser feliz com tantas pessoas doentes. São foliões que poderiam estar aqui, mas estão se recuperando e outros partiram", desabafa.
 (Foto: Sandy James/Esp.DP )
Foto: Sandy James/Esp.DP

José Felipe desfila no bloco há 30 anos. Ele, vestido de garçom, oferece petiscos aos foliões que acompanham a agremiação. Em 2021 ele não desfilou, mas distribuiu vacinas -não reais, claro.
 (Foto: Sandy James/Esp.DP )
Foto: Sandy James/Esp.DP

"Todos os anos nós arrastamos multidões. Este ano estamos tristes com essa mágoa em ver as ladeiras de Olinda vazias, mas que é por uma causa muito maior: se prevenir contra o coronavírus. Eu oferecia na bandeja marisco, sururu, caranguejo, camarão. Hoje eu trago a vacina e a máscara para representar o pessoal da saúde. É importante que a gente se proteja. Carnaval todo ano tem e o ano que vem vai ser melhor ainda, mas a  saúde vem em primeiro lugar. Se Deus quiser ano que vem estaremos juntos", contou o garçom.  

 
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