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Italiano suspeito de comandar rede internacional de tráfico de drogas é preso no Grande Recife

Publicado em: 05/02/2021 08:46 | Atualizado em: 05/02/2021 09:05

 (Foto: Polícia Federal / Divulgação)
Foto: Polícia Federal / Divulgação
Um italiano suspeito de integrar uma rede internacional de tráfico de drogas foi preso em Aldeia, em Camaragibe, no Grande Recife. Segundo a Polícia Federal (PF) em Pernambuco, Alduino Gianotta, de 59 anos, seria o comandante de uma organização que usava navios para levar cocaína da América do Sul para a Europa.

O estrangeiro foi alvo da Operação Skipper, deflagrada pela polícia italiana, a partir da cidade de Lecce. Agentes da PF em Pernambuco apoiaram equipes que combatem a Máfia para cumprir o mandado de prisão, que foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após determinação do ministro Edson Fachin.

A captura aconteceu por volta das 15h de terça-feira (2). Por meio de nota divulgada nesta quinta (4), a PF em Pernambuco informou que Gianotta foi alvo de uma ação quando estava no carro com a mulher, que é brasileira.

De acordo com Giovani Santoro, chefe de comunicação da PF, o italiano vendia imóveis em Aldeia. "Ele estava colocando para vender um desses imóveis lá em Aldeia, de mais ou menos R$ 1 milhão. A gente acredita que já era fruto dessa venda de cocaína que ele mandava para a Europa. Ele investia em imóveis para lavar o dinheiro sujo", afirmou.

"Existiu uma investigação por trás disso tudo na qual policiais federais foram abordar como se fossem comprar esse imóvel e identificaram que era ele", acrescentou Giovani Santoro.

Gianotta foi levado para a sede da Polícia Federal no Cais do Apolo, na área central do Recife, e seguiu para se submeter a um exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, na mesma região da cidade.

A PF disse, ainda, que o estrangeiro já foi encaminhado para o Centro de Triagem e Observação Criminológica Professor Everardo Luna, no município de Abreu e Lima, no Grande Recife.

Em nota, a PF informou que investigação contra a organização durou dois anos. Nesse período, a corporação informou que 26 medidas judiciais foram realizadas, sendo oito prisões preventivas e 18 prisões domiciliares com apreensões de bens (imóveis, veículos, dinheiro) nas províncias der Lecce e Salermo.

A Polícia Federal comunicou que todos os bens  ultrapassam o valor de 4 milhões de euros, o equivalente a R$ 26 milhões.
 
Esquema
De acordo com a PF, a cocaína saia da América do Sul em navios, era enviada para armazéns na zona portuária de Amsterdã, na Holanda, e de lá seguia para Salento (base da organização criminosa) e vários outras cidades da Itália.

Quando chegava à Itália, a droga era transportada nos bancos traseiros e na mala de veículos. Os contatos entre os traficantes, disse a PF, era feito por meio de celular, com mensagens criptografadas, difíceis de rastrear.

Em comunicado, a PF em Pernambuco relatou que, conforme as informações da Polícia de Lecce, o italiano seria o principal organizador, gerente e financiador; responsável pelo fornecimento e envio de “enormes quantidades de cocaína” da América do Sul para Amsterdã.







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