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PANDEMIA

2020: um ano de cuidados, perdas e isolamento

Publicado em: 30/12/2020 09:00 | Atualizado em: 28/12/2020 18:58

 (Foto: Tarciso Augusto/ Esp. DP)
Foto: Tarciso Augusto/ Esp. DP
No final de 2019, o mundo entrou em alerta depois da divulgação da contaminação de centenas de pessoas causadas por um vírus desconhecido. Os primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus foram registrados em Wuhan, na China. Eram os primeiros passos da pandemia que marcaria, direta ou indiretamente, o caminho de bilhões de pessoas em todo o mundo. Entre os sintomas da doença misteriosa, estavam dificuldades para respirar, febre e lesões pulmonares. Na mesma época, foi confirmado que se tratava de um novo tipo de coronavírus, da família da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que causou a morte de cerca de 800 pessoas em território chinês em 2003.

Em pouco tempo, a situação se agravou, e o vírus se espalhou com assustadora velocidade. Em fevereiro, países como Itália, França, Espanha e Alemanha entraram em alerta com a confirmação dos primeiros casos de contaminação e óbitos causados pela Covid-19. Nos Estados Unidos, o primeiro caso de contaminação ocorreu ainda em janeiro. Na época, o presidente Donald Trump afirmou, durante o Fórum Econômico de Davos, que a situação no país estava sob controle. Com o passar dos meses, e o aumento expressivo dos casos de contaminação, o país se tornou o epicentro da doença no mundo.

No Brasil, o primeiro caso de contaminação foi confirmado em fevereiro, quando um homem de 61 anos, morador de São Paulo e que tinha viajado recentemente à Itália, testou positivo para o novo coronavírus. Na época, outros 20 casos estavam sob suspeita - 12 deles entre pessoas que também haviam estado na Itália. Poucos dias depois da confirmação do primeiro caso, ocorria a primeira morte causada pela Covid-19, em 12 de março: uma mulher de 57 anos, também de São Paulo.

Em 11 de março, um dia antes do primeiro óbito no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o mundo vivia uma pandemia. Nessa data, cerca de 120 mil casos de contaminação e 4 mil mortes já haviam sido registradas em todo o mundo. No Brasil, os números aumentavam dia a dia. Em 24 do mesmo mês, durante um pronunciamento transmitido em cadeia nacional, o presidente Jair Bolsonaro classificou a Covid-19 como “gripezinha”, e criticou governadores por adotarem quarentena, com fechamento de comércio e fronteiras. Àquela altura, o país somava 2.271 casos de Covid-19, e 47 óbitos.

Impacto em Pernambuco

Em Pernambuco, devido ao avanço da doença, eventos com mais de 500 pessoas foram proibidos em Pernambuco a partir 14 de março - o que permanece até hoje. No dia 17, foi confirmado o primeiro caso de transmissão comunitária no estado, até então com 19 casos confirmados. Na época, apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais haviam registrado esse tipo de infecção. Em maio, devido a aumentos sucessivos de casos e óbitos em território pernambucano, o governo adotou oficialmente uma quarentena mais rígida em municípios da Região Metropolitana do Recife, e, posteriormente, em todo o estado.

Em um cenário ainda incerto quanto à imunização, o governo anunciou, no último dia 17 de dezembro, o adiamento do Carnaval no estado. Na ocasião, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, disse que não foi fácil tomar a decisão. “O Carnaval representa muito mais do que uma festa para o povo pernambucano, mas, no atual contexto de pandemia, não há possibilidade de realização de um acontecimento desse porte”, afirmou.

Com a proximidade da chegada de 2021, a possibilidade de uma vacinação em massa começou a ganhar força. Os pernambucanos aguardam, agora, as próximas notícias sobre a campanha de imunização, já que o estado teria os insumos necessários para uma vacinação em massa, segundo a Secretaria de Saúde. Recife, inclusive, foi uma das cidades brasileiras escolhidas como centros de distribuição do imunizante, ainda sem data para começar a ser aplicado no Brasil.
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