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Funcionário laranja atuava em instituição responsável por prestação de serviços na PCR

Publicado em: 16/09/2020 12:32

 ( Ricardo Fernandes/Arquivo DP)
Ricardo Fernandes/Arquivo DP

A Polícia Federal(PF) de Pernambuco informou, em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (16), detalhes da Operação Desumano, que foi desencadeada após um relatório encaminhado pela Controladoria Geral da União (CGU). Segundo informações da CGU, foram apresentados indícios de uma possível montagem de processos na contratação do Instituto Humaniza. Segundo a Polícia Federal, a organização social tinha como presidente Jairo Flores, funcionário que, segundo a PF, era empregado do empresário Paulo Magnus e teria uma renda declarada de aproximadamente R$ 2 mil reais, além de participar de uma sociedade com o empresário em outro estabelecimento.

De acordo com a PF, o Instituto contratou diversas empresas onde algumas não possuem existência confirmada e outras são de posse do empresário. Estas empresas teriam sido contratadas para atuar nas áreas de informática, terceirizações para gestão dos hospitais de campanha da Imbiribeira, no Recife, e no município de Jaboatão dos Guararapes.

"O Instituto não tem capacidade operacional para gerir os serviços dos hospitais, uma vez que o patrimonio social da Humaniza era de R$ 18 mil. Em 2018, 11 fucionários foram contratados e tinham contratos no valor de R$ 11 milhões. Então, eles não teriam nem base patrimonial para gerir uma quebra de contrato com a prefeitura. Isso demonstra em clara evidência de que o senhor Jairo Flores é um laranja que atua nome do senhor Paulo Magnus justamente nessa organização para suborganizar e desviar recursos públicos. Nós estamos investigando se as empresas que participaram existem e se elas realizaram os serviços", informou o coordenador da operação, Orlando Neves.

Também foi constatado, segundo o superintendente da Controladoria Geral da União Fábio Araújo, que o instituto não apresentava apresentava experiência em gestão hospitalar e que o governo do estado de Pernambuco recusou a negociação com a Organização.

"O Insituto passou a ser uma Organização Social porque ele precisava dessa titulação. Documentos mostram que já haviam sido acordados bem antes da mudança de Instituto para Organização. O que chamou atenção é que um Instituto que não tinha experiência em gestão hospitalar e não tinham contratos anteriores condizentes com a responsabilidade que representa gerir a área de saúde de municípios como Recife e Jaboatão. Esse mesmo instituto teve uma contratação negada pelo governo do estado pela falta de experiência na área", informou Fábio Araújo.

   


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