MPPE pede que prefeituras intensifiquem campanhas contra sarampo

Publicado em: 10/09/2019 18:00 Atualizado em:

População corre atrás de vacina contra o sarampo nos postos de saúde - Bruna Costa/Esp. DP
População corre atrás de vacina contra o sarampo nos postos de saúde - Bruna Costa/Esp. DP
Promotores de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) estão expedindo recomendações às prefeituras pernambucanas para que intensifiquem campanhas de vacinação contra o sarampo. A medida acontece pela situação epidemiológica da doença no estado. Até dia 6 de setembro, tinham sido confirmados 14 casos e uma morte. Cinco prefeituras foram notificadas esta semana: João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Salgadinho, Chã Grande e São José da Coroa Grande.

Em âmbito nacional, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, detectou 20.292 casos suspeitos de sarampo, entre 9 de junho e 31 de agosto. Destes, 2.753 foram confirmados (13,6%), 15.430 estão em investigação (76%) e 2.109 foram descartados (10,4%).

Pela importância das vacinas na promoção do controle das doenças preveníveis por imunização, como diz a Lei 8.080/90 (Lei Orgânica do SUS), é dever do estado garantir a saúde na formulação e execução de políticas não somente dirigidas à recuperação, mas também à promoção da saúde e à redução de riscos de doenças e de outros agravos.

Assim, os prefeitos precisam convocar a população para a vacinação nas unidades de saúde local, bem como para mobilizar o público e conscientizar sobre a importância da imunização contra o sarampo. Ainda, devem alertar sobre o risco de disseminação dessa doença em virtude da redução dos índices de imunização no país.

A divulgação deve ocorrer alternativamente pelos meios de comunicação impressos, televisivos, radiofônicos, digitais, redes sociais, bem como por meio de cartazes e folders em órgãos públicos municipais com capacidade de atingir públicos-alvo da vacinação, especialmente em órgãos com grande fluxo de atendimento ao público.

Deve também haver reforço urgente das equipes responsáveis nos postos/salas de vacinação, como ampliados os horários de atendimento, além de registro/monitoração do desempenho da vacinação.

Sarampo em Pernambuco

O último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado na segunda (9), revela que até dia 6 de setembro foram notificados 457 casos suspeitos de sarampo em Pernambuco. Desse total, 86 foram descartados, 357 estão em investigação e 14 foram confirmados após análise laboratorial realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE) e a Fiocruz RJ.

Entre os casos confirmados, três são moradores do Recife, três são de Caruaru, um de Frei Miguelinho, um de Santa Cruz do Capibaribe, cinco de Taquaritinga do Norte (onde há um óbito) e um de Vertentes.

O Programa Estadual de Imunização reforça que o Estado está abastecido da vacina tríplice viral, que, além do sarampo, protege contra rubéola e caxumba e é uma das maneiras mais eficazes de evitar o adoecimento.

Segundo a SES, desde janeiro já foram distribuídas mais de 685 mil doses da vacina tríplice viral nos municípios. Desde a segunda quinzena de agosto, ficou instituída, em todo o país, a vacinação de crianças entre 6 meses e 11 meses. Todos os meninos e meninas dessa faixa etária, que totalizam 68 mil em Pernambuco, devem tomar uma dose da tríplice viral. Importante lembrar, ainda, que essa será considerada a dose zero, sendo necessário seguir com o esquema básico de vacinação normalmente a partir dos 12 meses, com mais uma dose, finalizando com um reforço aos 15 meses.

"Reforçamos que a distribuição de vacina está sendo feita normalmente para os municípios, de acordo com a necessidade de cada um. Mas precisamos lembrar à população que as doses são indicadas para quem ainda não está com o esquema vacinal completo. O público entre 6 meses até os 49 anos têm direito à imunização, mas convocamos, principalmente, os pais e responsáveis a levarem as crianças aos postos de saúde. Esse é o público que possui mais risco de agravamento do quadro, por isso a importância de manter os meninos e meninas devidamente protegidos", diz o secretário estadual de Saúde, André Longo.


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