Justiça Parentes e amigos protestam após atropelamento de estudante na Boa Vista

Publicado em: 23/08/2019 14:08 Atualizado em: 23/08/2019 16:35

Alessandra Tamyris morreu na última sexta-feira (16), quando foi atropelada por um motociclista enquanto caminhava com a mãe na calçada da Avenida Conde da Boa Vista. Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP
Alessandra Tamyris morreu na última sexta-feira (16), quando foi atropelada por um motociclista enquanto caminhava com a mãe na calçada da Avenida Conde da Boa Vista. Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP
Familiares, amigos e até desconhecidos da estudante de odontologia Alessandra Tamyris Tristão Santos, 23 anos, se reuniram na tarde desta sexta-feira (23), na Avenida Conde da Boa Vista, para protestar e pedir punição ao atropelamento da menina. Com cartazes na mão e flores, eles pediram que as testemunhas do caso sejam ouvidas, e o motorista responsável pelo caso seja punido.

Alessandra Tamyris morreu na última sexta-feira (16), quando foi atropelada por um motociclista enquanto caminhava com a mãe na calçada da Avenida Conde da Boa Vista. Muito abalada, a mãe da estudante, a comerciante Sandra Tristão, 44 anos, participou do protesto. Convicta de que o caso não foi um acidente, mas um crime, ela pediu justiça. "Minha família está despedaçada, mas não se separa. Todo mundo sabe o ser humano que a minha filha foi na Terra, ela não merecia. Não foi um acidente, isso tem que ficar bem claro para as autoridades, para quem pode fazer alguma coisa", disse, em lágrimas.

A indignação da família e amigos é, entre outros motivos, por que o motociclista Marcos André Borges Ferreira, 51 anos, foi liberado após confessar o atropelamento. Ele procurou a delegacia depois que o prazo do flagrante já havia encerrada, na última terça-feira (20). "Estamos aqui com um pedido de justiça, não só por Tamyris, mas por todas as vítimas no trânsito que tiveram suas vidas arrancadas e o caso foi considerado como acidente. Estamos aqui como um pedido de justiça, para que o motociclista pague pelo que ele causou. A gente quer que ele responda por homicídio e não por um delito de trânsito", disse a estudante e prima de Tamyris Laura Tristão, 21 anos.

Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP
Foto: Tarciso Augusto/Esp. DP
Cerca de 300 pessoas participaram do protesto, de acordo com os organizadores. Depois de irem ao local do ocorrido, no cruzamento da Conde da Boa Vista com a Rua das Ninfas, o grupo seguiu em caminhada até a Praça do Derby, no Derby.

Alessandra Tamyris estava se formando em odontologia. Ela já tinha realizado a colação de grau e faria a festa de formatura na próxima terça-feira. Junto com a mãe, havia ido até o Centro do Recife para comprar um vestido de formatura, no dia do atropelamento. "Ela correu muito atrás desse sonho", disse a mãe. A dedicação de Tamyris durante a graduação era um discurso uníssono durante o protesto.

"Ela sempre quis fazer odontologia desde criança. Era uma pessoa muito bondosa, estava sempre rindo. Foi muito duro se formar, a gente viu a correria dela. A luta dela para terminar a faculdade. Ela defendeu o TCC agora no começo do ano e colou grau três semanas atrás", disse a estudante e prima da vítima Isabela Tristão, 23.  

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