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Urbanismo

Recife dá primeiro passo na construção do Plano de Desenvolvimento Urbano da RMR

Publicado em: 11/07/2019 18:20

Foto: Divulgação/Prefeitura do Recife.
Esta quinta-feira (11) foi marcada pelo início de uma discussão necessária para o Recife e toda a Região Metropolitana. A construção do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) pretende instituir diretrizes para o planejamento de ações estruturadoras para os 15 municípios que compõem a RMR. A iniciativa faz parte de uma agenda que acontecerá ao longo deste segundo semestre sob a coordenação do Governo de Pernambuco, por meio da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem). A audiência foi realizada em parceria com a Prefeitura do Recife e foi aberta ao público em geral, com cerca de 200 participantes.

"A partir do PDUI, vamos aperfeiçoar o modelo de gestão, com uma visão ainda mais estratégica do desenvolvimento metropolitano. Ações de mobilidade, saneamento, habitação e tantas outras devem e serão elaboradas de forma macro, juntando as forças dos 15 municípios, para construirmos o futuro que precisamos e desejamos", comentou o secretário de Planejamento Urbano do Recife, Antônio Alexandre.

O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI) está previsto no Estatuto da Metrópole devendo apontar caminhos para o desenvolvimento e ordenamento do território metropolitano. Ao final de um processo participativo, que será conduzido pela Agência Condepe/Fidem, o documento deverá reunir diretrizes e regras para a melhoria das condições socioambientais e da infraestrutura da região.

Para esta fase de construção do PDUI, os municípios da RMR têm a missão de articular e realizar audiências públicas sobre as etapas, desafios e insumos técnicos. "Com áreas limítrofes que se confundem, com desafios que se assemelham, é de extrema necessidade pensar o futuro metropolitano do ponto de vista do seu planejamento urbano integrado, envolvendo todos os municípios", explica Antônio Alexandre.

A apresentação sobre o recorte urbanístico da metrópole estará dividida em três perspectivas: físico-territorial, socioeconômica e governança metropolitana. O objetivo central é que a RMR possa contar com um conjunto de normas que auxiliem no crescimento ordenado da cidade, observando suas potencialidades e indicando alternativas para o enfrentamento dos desafios.

"Fizemos a revisão do nosso Plano Diretor, do Plano de Saneamento Básico e estamos próximos de finalizar o Plano de Mobilidade Urbana do Recife e o Plano de Habitação de Interesse Social. Ambos contaram com um processo amplo e intenso de participação e que nos permitiu o levantamento de dados que já estão à disposição da Condepe/Fidem para a elaboração do Plano Metropolitano", completa.

Os demais municípios da RMR também estão realizando suas audiências públicas. A agenda estabelecida pelo Conselho de Desenvolvimento Metropolitano conta ainda com a realização de três seminários específicos, instituição de grupos temáticos para aprofundamento dos trabalhos, audiências territoriais e um seminário para validação final. Todas essas etapas serão realizadas sob a coordenação da Agência Condepe/Fidem.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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