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Programação gratuita no Cabo para comemorar o aniversário da cidade neste domingo

Publicado em: 11/07/2019 15:50 | Atualizado em: 11/07/2019 15:58

A tradicional Corrida da Ladeira acontece a partir das 7h. Foto: Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho/Divulgação.
Neste domingo (14), diversas atividades em comemoração ao aniversário da cidade serão oferecidas no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). A programação começa com a tradicional Corrida da Ladeira, que acontecerá às 7h, em frente a antiga Prefeitura. Em seguida, acontece um passeio ciclístico, tendo início na Praça 9 de Julho às 8h. Às 10h, haverá a primeira trilha oficial pelos engenhos.

Quem se inscreveu para a Corrida da Ladeira deverá chegar com antecedência ao local de partida para pegar o kit de participação. Os melhores colocados receberão premiação em dinheiro, além de troféu e medalhas. Neste ano, o homenageado será Agrinaldo Albuquerque, do bairro de Pontezinha.

O passeio ciclístico em comemoração partirá da Praça 9 de Julho, e os participantes deverão chegar com antecedência para pegar os kits do evento. Já a primeira trilha oficial pelos engenhos terá largada às 10h também na Praça 9 de julho. A inscrição é um quilo de alimento não perecível. Para mais informações, os interessados poderão entrar em contato pelos números (81) 99920-0002 ou 98825-6024.
 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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