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Educação

Lei que institui o Programa Criança Alfabetizada é sancionada

Publicado em: 12/07/2019 14:55 | Atualizado em: 12/07/2019 15:09

Foto: Peu Ricardo/DP.
O governador Paulo Câmara sanciona nesta segunda-feira (15) a lei que institui o Programa Criança Alfabetizada e a lei que altera a distribuição do ICMS para os municípios, priorizando a educação. A cerimônia está marcada para as 9h30 no Salão das Bandeiras e também contará com a presença do secretário de Educação e Esportes do Estado, Fred Amancio.

O Criança Alfabetizada é o maior programa de alfabetização criado no estado e surge com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e dos resultados de aprendizagem dos estudantes, trabalhando em parceria com os municípios. A expectativa é beneficiar cerca de 330 mil crianças nas escolas públicas de ensino fundamental.

Com investimentos na ordem de R$ 50 milhões, a iniciativa visa apoiar todos os 184 municípios pernambucanos na alfabetização de todas as crianças que estudam na rede pública, garantindo maior aprendizagem, acesso a oportunidades e um futuro melhor.  

Para incentivar a participação das gestões municipais, o governo estadual fará mudanças no ICMS que é repassado para os municípios. Atualmente, a participação da educação no repasse é de 3%, e o programa prevê aumento escalonado até 18%, em 2025.

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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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