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FENÔMENO Eclipse parcial da lua poder ser visto do Observatório da Sé nesta terça

Publicado em: 12/07/2019 10:13 Atualizado em: 12/07/2019 10:21

O Observatório Astronômico da Sé funciona de terça a domingo, das 16h às 20h. Foto: Shilton Araújo/Esp.DP.
O Observatório Astronômico da Sé funciona de terça a domingo, das 16h às 20h. Foto: Shilton Araújo/Esp.DP.
Nesta terça-feira (16), será possível observar o eclipse parcial da lua. Na ocasião, o Observatório da Sé, em Olinda, ficará aberto até as 21h30 para acompanhar o fenômeno. Telescópios e lunetas estarão disponíveis para uso dos visitantes. Um eclipse lunar acontece quando o satélite fica encoberto pela sombra da Terra. Para isso, a lua tem que estar na fase cheia.

O eclipse do dia 16 será penumbral e parcial. Significa que o satélite ficará por um tempo na penumbra, onde apenas parte da iluminação solar é bloqueada. Com isso, há apenas uma pequena diminuição no brilho. Uma parcela da lua vai entrar na região denominada umbra, em que não há iluminação direta do sol. Esta parcela ganhará uma coloração avermelhada.

Neste dia, a lua nascerá às 17h51. Mas, antes mesmo de se tornar visível, ela já terá entrado na região de penumbra desde as 15h44. A fase parcial do eclipse tem início às 17h02, 49 minutos antes do seu nascimento. Ele atinge o ápice às 18h31. Por fim, a lua sai da penumbra às 20h, finalizando o fenômeno às 21h18.

A observação do fenômeno é mais uma atividade da programação de julho em comemoração aos 15 anos de reinauguração do Observatório da Sé. A construção, datada de 1890, serviu durante vários anos para estudos dos astros. Abandonado, o local transformou-se em estação meteorológica até ser reaberto em julho de 2004, quando foi instalada uma cúpula giratória.

Hoje, sob a gestão do Espaço Ciência, o local abriga exposições didáticas e tem monitores treinados que orientam a visita, guiam telescópios para as observações do céu e executam atividades didáticas. "O observatório, que recebe dezenas de milhares de visitantes todo ano, é estratégico para a popularização da astronomia", afirma o diretor do Espaço Ciência, Antonio Carlos Pavão.

O Observatório abriga também a exposição temática “A próxima fronteira” em que os três pavimentos do Observatório estão ambientados nas etapas da exploração espacial (Lua, Marte e Universo). Segundo Cleiton Batista, da coordenação do Observatório da Sé, além das observações e atividades permanentes, o que costuma atrair o público é a possibilidade de ver alguns fenômenos astronômicos. "O observatório tem uma relevância histórica. Antes mesmo de ser construído, há 123 anos, o local já servia para estudos e observação. Foi aqui, por exemplo, que foi descoberto em 1860 o primeiro cometa na América Latina: o cometa Olinda”, explica.

Foi também no local que o astrônomo francês Emanuel Liais, fundador do observatório, observou pela primeira vez a passagem do planeta Vênus pelo círculo solar, em 1882. Graças a isso foi possível determinar a distância entre a Terra e o Sol. O Observatório Astronômico da Sé funciona de terça a domingo, das 16h às 20h.


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