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Criança e adolescente morrem por meningite em Pernambuco

Publicado em: 11/07/2019 15:44 | Atualizado em: 11/07/2019 16:00

Criança foi levada para o Hospital Mestre Vitalino (HMV). Foto: Rafael Martins/ DP

Uma criança e um adolescente morreram, em Pernambuco, por meningite. A duas mortes foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) nesta quinta-feira (11). O adolescente, de 13 anos ,faleceu no dia 5 deste mês, enquanto o menino, d2 3 anos, faleceu nessa quarta-feira (10). Ambos são moradores da cidade de Cachoeirinha, localizada no Agreste pernambucano.

A criança deu entrada no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Já o adolescente morreu no Hospital Jesus Pequenino, em Bezerros. De acordo com a SES, foram realizadas coletas de material de ambos para análise pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O objetivo é verificar o agente causador do quadro, que pode ser provocado por diversos tipos de bactérias e vírus. 

Em nota, a secretaria informou que "ambos não apresentavam a clínica compatível com doença meningocócica, que tem transmissibilidade de pessoa a pessoa". Juntamente com a IV Gerência Regional de Saúde (Geres), o órgão está realizando as investigações dos casos e, até o momento, não foi identificada nenhum tipo de relação ou contato entre o menino e o adolescente.

Estatísticas
A SES disponibiliza, de rotina, os dados de doença meningocócica, que pode ser transmissível de pessoa a pessoa. Em 2019, até 22 de junho, foram notificados 24 casos de doença meningocócica, com 13 confirmações. No mesmo período de 2018, foram 20 casos e 15 confirmações. Em relação aos óbitos, em 2019, dois foram confirmados para doença meningocócica. No mesmo período de 2018 foram três.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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