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Mistério

Corpo é encontrado no Rio Capibaribe, no Centro do Recife

Publicado em: 12/07/2019 08:06 | Atualizado em: 12/07/2019 14:01

Foto: Leandro de Santana/DP Foto. (Foto: Leandro de Santana/DP Foto.)
Foto: Leandro de Santana/DP Foto. (Foto: Leandro de Santana/DP Foto.)

O corpo de um homem foi encontrado, na manhã desta sexta-feira (12), nas águas do Rio Capibaribe,  na altura da Rua Martins de Barros, no bairro de Santo Antônio, na região central do Recife.

O homem veste uma bermuda clara e uma blusa branca. Policiais militares do 16º Batalhão estão no local e interditaram o trecho onde estava o corpo, que estava preso à vegetação de mangue. O Corpo de Bombeiros fez o resgate.

Segundo o sargento Lima, da PM, o corpo não tem perfuração de tiro ou faca. "Ele tinha um trancelim na mão e uma faca, além de um celular no bolso. Pode ser que tenha furtado e vindo correndo e pulado. Ou não. Só com a perícia para constatar o que houve. Acho que não é suicídio", disse.

Segundo o policial, rondas são feitas diariamente. "Mas tem um pessoal que desce para se drogar aí embaixo. Acho que não é o caso dele, mas não podemos descartar hipóteses." "Acho que o crime tá demais. Muito ladrão por aqui. Cadê a segurança que não tem? Logo perto da Justiça. Acho que ele foi jogado aqui. Aqui é ponto de droga, de madrugada. Mataram e jogaram aí", disse Alexandre, que é camelô.

Foto: Leandro de Santana/DP Foto. (Foto: Leandro de Santana/DP Foto.)
Foto: Leandro de Santana/DP Foto. (Foto: Leandro de Santana/DP Foto.)

Em menos de um mês, este é o terceiro corpo localizado nas águas do Rio Capibaribe. No último dia 25 de junho, uma mulher foi encontrada na altura da Avenida Alfredo Lisboa e depois identificada como Ana Paula Lima de Souza, 19 anos. A família da jovem mora em Jardim Paulista Baixo, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A vítima tinha um hematoma na cabeça e o rosto machucado.

O outro caso aconteceu no dia 26, quando o Corpo de Bombeiros localizou o corpo de outra mulher, com idade aproximada de 35 anos, também na altura da Martins de Barros. Ela tinha uma perfuração no pescoço.

TAGS: corpo | rio | homem |
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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