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LEVANTAMENTO

Consulta pública vai identificar demandas de quem circula pelo Bairro do Recife

Publicado em: 12/07/2019 11:49 | Atualizado em: 12/07/2019 11:57

Foto: Sol Pulquério/Divulgação.
O Bairro do Recife recebe, nos sete dias da semana, um público diversificado: de segunda a sexta, as ruas são tomadas por profissionais das empresas de tecnologia do Porto Digital, de bancos, serviços e de outros setores, além dos visitantes que circulam pelos espaços históricos, museus e espaços culturais. Já nos fins de semana, as atividades esportivas e culturais da Ciclofaixa de Turismo e Lazer e do Recife Antigo de Coração atraem um público diferente.

Para entender melhor as demandas das pessoas que circulam e vivenciam o bairro, a Prefeitura do Recife lançou nessa quinta-feira (11) uma consulta pública, em parceria com a plataforma de participação social Colab. O questionário tem ênfase nos três principais usos do espaço público: trabalho, serviços e lazer. As perguntas foram elaboradas por um comitê que reúne secretarias estaduais, municipais e o Porto Digital. O objetivo é identificar as demandas apontadas pela pesquisa e, a partir do detalhamento desses dados, propor soluções inovadoras para problemas como segurança e mobilidade. 

O questionário pode ser respondido tanto no aplicativo do Colab como pela internet. A consulta estará disponível até o dia 10 de agosto. Após o levantamento de dados, o comitê trabalhará na análise das informações e deverá apresentar para a população soluções e encaminhamentos para a população durante o festival REC'n'Play, que acontecerá entre os dias 2 e 5 de outubro no Bairro do Recife.


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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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