Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Notícia de Local

EM JULHO

Atividades para marcar Dia da Mulher Negra são realizadas no Recife

Publicado em: 12/07/2019 15:32 | Atualizado em: 12/07/2019 15:32

Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação.
Para marcar o Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, comemorado no próximo dia 25, a Prefeitura do Recife vai promover uma série de atividades voltadas à mulher negra. As Secretarias municipais de Saúde, da Mulher e de Assistência Social e Direitos Humanos prepararam uma programação para todo este mês de julho.

Disponível no site da PCR, a programação culmina na 7ª Conferência da Mulher do Recife, que será realizada entre os dias 25 e 27, no Centro de Convenções, e se encerra no 16º Fórum Perinatal, no dia 31, quando serão abordados temas como racismo institucional e assistência perinatal. O fórum será voltado a profissionais de saúde, gestores, estudantes e sociedade civil.

Oficinas de saúde da mulher negra estão sendo realizadas pela Coordenação da Política de Atenção à Saúde da População Negra do Recife, em parceria com os Projetos Mãe Coruja Recife, Pé no Chão, Grupo Mulher Maravilha e os distritos sanitários um e sete.

Nesta sexta-feira (12), as oficinas acontecem nos espaços Mãe Coruja da Macaxeira e de Joana Bezerra, com rodas de diálogo sobre identidade e resgate da autoestima da mulher negra, enfatizando o empoderamento feminino. Também acontecem atividades como produção de turbantes, que buscam restaurar a cultura africana. 

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Sobre Vidas: Nivia e o empoderamento de mulheres no Coque
DP Auto na Tóquio Motor Show - Tudo sobre a Nissan
Sérum, pele natural, sombras coloridas e blush cremoso
Lula: sou um homem melhor do que aquele que entrou na cadeia

Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco