Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Notícia de Local

PRAIAS

Banhistas e comerciantes cobram instalação dos chuveiros automáticos na orla

Nos oito quilômetros de praia entre Pina e Boa Viagem não há nenhum destes equipamentos instalados. Governo anunciou, em 2016, a implantação de 110 deles

Publicado em: 26/12/2018 15:31 | Atualizado em: 27/12/2018 13:47

Banhistas na praia de Boa Viagem. Foto: Peu Ricardo.

Feriado de Natal no Recife. Tradicionalmente, sinônimo de praia cheia para moradores e turistas. No último dia 25, não foi diferente. Centenas de banhistas e comerciantes circularam pelos oito quilômetros da orla do Pina e Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Em comum a muitos deles, uma reclamação: a falta de chuveiros automáticos, esperados após anúncio da Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, em maio de 2016. O projeto previa a instalação de 110 chuveiros no calçadão destas praias. A obra foi iniciada em maio de 2017 mas, até agora, não há nenhum destes equipamentos disponíveis para a população.

Luciana Marinho, 41, comerciante de bebidas, conta que sempre que questionava os funcionários das obras sobre a data de conclusão, escutava que não havia previsão para o término. “Eles diziam que estavam instalando o chuveiro, mas não víamos nada. Então nós, eu e mais sete comerciantes da área, continuamos utilizando água de poço para o funcionamento do nosso chuveiro artesanal aqui. Temos mangueira, bomba, espaço para guardá-los e pagamos cerca de R$ 900 de conta de energia por isso. Todo mês a Vigilância Sanitária vem, colhe material e faz análise da água. Alguns poços da área, inclusive, já foram interditados” conta.

Gilvaneide Rodrigues, funcionária da mais antiga barraca de água de coco da área, o Espaço Cultural Point do Acaiaca, trabalha há dois anos e seis meses no local. Ela conta que os clientes sempre perguntam pelos chuveiros, principalmente os turistas. “Existem aqueles improvisados oferecidos pelos comerciantes, mas eles ficam mais perto da areia. Quando chegam ao calçadão, os banhistas acabam precisando pedir ou comprar água aqui para limpar os pés novamente”, afirma.

Os maranhenses Rita de Cássia, estudante, e Sérgio Roberto Garcia, ferroviário, tomavam banho em um destes chuveiros. Eles vieram ao Recife pela primeira vez justamente para aproveitar as férias. “Esperamos voltar aqui muitas vezes, mas sentimos falta destes equipamentos automáticos. Lá, em nossa terra, há muitos deles à disposição dos banhistas. É ótimo porque refresca e retira o sal do corpo. Aqui em Boa Viagem, ainda não vi”, afirma. Hélio Silva Barbosa, vigilante, discorda da opinião de ambos quanto à necessidade dos equipamentos caso seja preciso que se pague pela utilização dos mesmos. “Acho que se for para pagar, melhor deixar como está. Prefiro os arranjos informais porque, aqui, todo mundo se ajuda. O barraqueiros e comerciantes não tem “frescura” com isso. Acho que de cobrança, já bastam as muitas com que arcamos”, opina.

Amaro José dos Santos, há 35 anos trabalhando na praia de Boa Viagem, acredita que a instalação dos chuveiros é fundamental. “É muito ruim não ter esta possibilidade. Nós, comerciantes, acabamos gastando muito com a bomba para manter os chuveiros improvisados. Sua manutenção é dispendiosa e, além disso, há sempre a necessidade de ajustes a cada três meses”, afirma.

Por meio de nota, a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco (Seturel-PE) esclarece que já foram implantados, com recursos do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), os sete reservatórios de água que alimentarão os 55 pontos duplos dos 110 chuveiros previstos no projeto. Agora, com recursos próprios, a Seturel irá contratar uma empresa para executar a instalação dos chuveiros. O processo está em fase de atualização da planilha orçamentária, a ser concluída ainda nesta semana, para lançamento de um novo edital de licitação. Consequentemente, no máximo em 10 dias o edital estará publicado.Depois que ele for lançado, a empresa deverá ser contratada em aproximadamente 60 dias, caso não ocorra nenhuma impugnação e/ou recurso. O prazo previsto para a execução das obras é de seis meses.

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
A importância de um atendimento farmacêutico correto
Primeira Pessoa com Padre Reginaldo Veloso
Sobre Vidas: Casinha - Associação dos Amigos da Vila do Papelão
Dp Auto no Jeep Experience
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco