Vida Urbana

Expectativa para novo julgamento do Canibais de Garanhuns

No ano passado, trio foi condenado pela morte de Jéssica Camila. Fotos: Anaclarice Almeida/DP/D.A Press

A sessão, aberta ao público, terá início às 9h, no Salão do Júri do Fórum de Garanhuns, mas a movimentação no local já é grande, como a expectativa para a chegada dos três réus. Houve reforço policial para garantir a segurança no local. A juíza da 1ª Vara Criminal de Garanhuns, Pollyianna Maria Barbosa, vai presidir a sessão. Serão ouvidas 26 testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público de Pernambuco. Em seguida, os acusados serão interrogados.

Barbárie em Garanhuns

Ao final da instrução, o Ministério Público e a defesa poderão requerer diligências. Caso não haja pedido, apresentarão as alegações finais e o processo seguirá concluso para quea juíza decida sobre a pronúncia, ou seja, se os acusados serão ou não submetidos a julgamento popular através do Tribunal do Júri. O promotor que acompanhará a audiência será o Jorge Gonçalves Dantas Júnior.

Em novembro do ano passado, após mais de vinte horas de julgamento, o trio foi condenado também pela morte, esquartejamento, ocultação de cadáver e prática de canibalismo contra a adolescente Jéssica Camila, de 17 anos. Jorge Beltrão cumpre pena no Presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira, e as mulheres estão na Colônia Penal Feminina de Buíque.  O crime aconteceu em 2008, em Olinda, e os envolvidos alegaram participar de uma seita denominada "Cartel". Para eles, a morte brutal da vítima era uma forma de purificação. Desta vez, eles voltam a ser interrogados, mas pelas mortes que aconteceram no Agreste.

Relembre o caso

Em covas rasas cavadas no terreiro de uma típica construção de porta e janela comum no interior, policiais da delegacia de Garanhuns, a 220 quilômetros do Recife, fizeram uma descoberta que, ao mesmo tempo, punha fim à angústia de duas famílias da cidade e dava início a uma história chocante até para quem lida diariamente com crimes e mortes. Na tarde do dia 11 de abril de 2012, após investigações que revelaram o envolvimento de Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, 51, Isabel Cristina Pires da Silveira, 51, e Bruna Cristina de Oliveira da Silva, 22, no desaparecimento de duas jovens moradoras da cidade, os corpos de Giselly Helena e Alexandra Falcão foram localizados.

A forma como os restos mortais foram encontrados já dava aos peritos as primeiras pistas da complexidade dos crimes. Os corpos das mulheres foram esquartejados e partes dos músculos retirados. Mal sabiam os policiais, mas a prisão dos três moradores da casa, que formavam um triângulo amoroso, era o primeiro passo para a revelação de detalhes de uma série de crimes que podem ter feito pelo menos oito vítimas em território pernambucano e paraibano - todas mulheres jovens.

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