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Notícia de Política

PANDEMIA

Bolsonaro volta atrás e diz que decidiu não tomar a vacina contra Covid-19

Publicado em: 13/10/2021 12:16

 (Foto: EVARISTO SA/AFP)
Foto: EVARISTO SA/AFP
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que decidiu não tomar a vacina contra a Covid-19. "Eu estou vendo novos estudos, a minha imunização está lá em cima, para que vou tomar a vacina? Seria a mesma coisa que você jogar R$ 10 na loteria para ganhar R$ 2. Não tem cabimento isso", alegou. "Para mim, a liberdade acima de tudo. Se o cidadão não quer tomar a vacina, é um direito dele e ponto final", defendeu em declaração feita em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan.

Ele ainda falou em "sanha" na compra de imunizantes. "Essa sanha de comprar vacina. Não sou contra a vacina, tanto que, só em dezembro do ano passado, assinei uma medida provoisória de R$ 20 bilhões para comprar a vacina. E, hoje em dia, praticamente todo mundo já tomou pelo menos a primeira dose. Agora, exigir a vacina, parece que cheira a mercado isso daí. Para mim, liberdade acima de tudo. Se o cidadão não quer tomar a vacina é um direito dele e ponto final".

A orientação do Ministério da Saúde é de que mesmo quem tenha contraído a doença tome as doses de vacina, isso porque a doença pode causar reincidência e a durabilidade da imunização natural para quem já testou positivo para Covid-19 é desconhecida. A vacinação protege contra casos mais graves da doença e internações.

Durante viagem ao Guarujá no feriado prolongado, Bolsonaro foi barrado no jogo do Santos pelo Campeonato Brasileiro por falta de imunização e criticou a exigência do comprovante de vacinação. 

"Por que passaporte da vacina? Eu queria ver o jogo do Santos agora e falaram que tinha que estar vacinado. Por que isso? Eu tenho mais anticorpos do que quem tomou vacina", queixou-se durante uma live exibida em seu Facebook.

Em outras ocasiões, o presidente já havia criticado o passaporte da vacinação e, no início deste mês, disse que se depender do governo federal, o país não adotará a medida.

"Quero dizer que naquilo que depender do governo federal, nós não temos passaporte da Covid. Nunca apoiamos medidas restritivas. Sempre estivemos ao lado da liberdade, do direito de ir e vir, do direito ao trabalho e da liberdade religiosa", alegou.

No dia 15 de dezembro do ano passado, o chefe do Executivo disse que "não tomará a vacina e ponto final". "Se alguém acha que a minha vida está em risco, o problema é meu".

Após o "último brasileiro"
Em março, houve uma mudança de postura e ele cogitou receber as doses. "Eu, por exemplo, tem alguns me perturbando: 'Tome vacina'. O que é a vacina? Não é o vírus morto? Eu já tive o vírus vivo. Estou imunizado. Deixa outro tomar vacina no meu lugar", disse.

"Lá na frente, depois que todo mundo tomar, seu eu resolver tomar, porque, no que depender de mim, é voluntário, não podemos obrigar ninguém a tomar vacina, eu tomarei", completou na data.

Já em abril, afirmou que tomaria a vacina contra a Covid-19 após o "último brasileiro" receber o imunizante.

Na semana passada, contudo, Bolsonaro voltou a desencorajar a imunização. O chefe do Executivo alegou menor mortalidade entre o público de 20 anos e questionou: "Por que vacina?".
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