Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Política

INVESTIGAÇÃO

MPF aponta à Justiça improbidade administrativa do ex-ministro Eduardo Pazuello

Publicado em: 02/07/2021 11:33 | Atualizado em: 02/07/2021 12:47

Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, investigado por improbidade administrativa (Foto: Tony Winston/MS)
Ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, investigado por improbidade administrativa (Foto: Tony Winston/MS)
Nesta quarta-feira (30), o Ministério Público Federal apresentou à Justiça uma ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que vai responder por violação administrativa e danos ao patrimônio público, previstos em R$ 122 milhões. A ação pode acarretar ressarcimento do montante do prejuízo, e multa em até o dobro do valor. O processo que está em segredo de justiça pode levar também à perda dos direitos políticos de cinco a oito anos e à proibição de contratar com o Poder Público.

A ação aponta as irregularidades e omissões ocorridas no Ministério quando Pazuello dirigia a pasta até o início de junho deste ano, no combate à Covid-19. O documento resultou de um inquérito civil, reunido com outros pedidos de investigação feitos por agentes públicos e civis e contou com seis acusações ao ex-ministro.

Omissão na aquisição de vacinas
O então ministro não agiu rapidamente, sem justificativas, para adquirir vacinas e imunizar a população ainda em 2020. Os cidadãos brasileiros sofrem, hoje, as consequências da escolha de não comprar imunizantes, com altos índices de infecção e mortalidade, a economia prejudicada e sem perspectiva de melhora.

Incentivo ao tratamento precoce
O não comprovado tratamento precoce foi a escolha do ministro para combater a Covid-19. A recomendação do “kit Covid” além de ilegal é indevida. Pazuello é apontado ainda como responsável pela publicidade para incentivar esse tratamento, que trouxe uma falsa sensação de segurança para a sociedade.

Omissão na testagem em massa
Sem justificativas para tal, o ex-ministro omitiu-se na testagem em massa e distribuição de testes PCR, que perderam validade nos almoxarifados do Ministério.

Omissão de informações essenciais para a população
O documento indica também que Pazuello agiu intencionalmente para ocultar da população informações essenciais sobre a pandemia, omitindo dados relevantes para entender a evolução da contaminação pelo vírus.

Omissão para incentivar o uso de máscaras e distanciamento social
Investindo em campanhas para tratamentos indevidos, o ministério abandonou publicidades relativas aos cuidados comprovados por entidades internacionais de saúde: uso de máscaras e distanciamento social.

Negligência como gestor do SUS 
Ao omitir-se na distribuição de medicamentos essenciais para o tratamento de pacientes infectados pelo coronavírus e na coordenação de ações de controle, o ex-ministro sobrecarregou o Sistema Único de Saúde, onde os leitos de UTI Covid adulto, apenas no primeiro semestre de 2020, chegaram a custar R milhões/dia.

A ação aponta que quase 100 mil mortes podem ser atribuídas à omissão do ex-ministro em tratar corretamente a pandemia. O MPF assinala ainda que as decisões da gestão, que deveriam ser técnicas, se foram adotadas por influências externas, privilegiando interesses pessoais, é então comprovado o comportamento doloso ilícito de Pazuello.

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Manhã na Clube: entrevistas com coronel Luiz Meira (PTB), Regina Sales e Maria Dulce
Manhã na Clube: entrevistas com José Maria Eymael, Rodrigo Floro e Chico Kiko (PP)
Leão se afasta de parque onde vive solto e assusta moradores de cidade africana
Manhã na Clube: entrevistas com o prefeito João Campos (PSB) e o governador Paulo Câmara (PSB)
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco