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Notícia de Política

Eleições 2022

Lupi (PDT) vai à mesa com Paulo Câmara (PSB) para pedir apoio à candidatura de Ciro Gomes (PDT)

Publicado em: 08/07/2021 20:49

 (Hélia Scheppa / SEI)
Hélia Scheppa / SEI
A tarde desta quinta-feira (8) foi de encontros para o dirigente nacional do PDT, Carlos Lupi, em Pernambuco. Em primeira agenda, o líder pedetista reuniu-se com o governador Paulo Câmara (PSB), que é vice-dirigente da sigla, para regar o campo do apoio à candidatura de Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto. Fontes apontam que o almoço, que antes de começar estava com um clima tenso, fluiu de forma natural e que foram à mesa assuntos de interesse de ambos os lados. Entre as pautas, além do apoio ao presidenciável da sigla, a unidade entre as legendas em Pernambuco e a importância do PDT na composição da Frente Popular de Pernambuco, liderada pelo PSB.

Estiveram presentes no almoço, além de Lupi (PDT) e Câmara (PSB), os dirigentes estadual e municipal da sigla, os dirigentes estadual e municipal do PDT, deputado Wolney Queiroz e Fábio Fiorenzano e a vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão. Sobre a participação de Wolney, vale trazer à tona o que disse, há pouco tempo, ao Diario. É sabido que o PSB e o PT estão tentando reatar a aliança no estado, tanto que se sabe que até cargo na gestão estadual algumas pessoas ligadas à sigla voltaram a ocupar. Sobre isso, Wolney assinalou ao Diario que “Se o PSB quiser marchar com o PT, estaremos em outro palanque”. Inclusive, a fala de Wolney é vista pelo deputado estadual Tadeu Alencar (PSB) como algo “precipitado”. 

Segundo vaticinou fonte à reportagem, a conversa não acabou em tom decisório. “Há muito o que percorrer por aí”. Outra fonte assinalou que questionamentos sobre o que será tratado em breve com o ex-presidente Lula também foi pauta. “Assunto passado de maneira rápida por decisão de Paulo Câmara, mas mesmo assim tocaram nele. Querem (o PDT) entender o que deverá ir à mesa”, arrematou fonte palaciana. 

Por meio de nota, a vice-prefeita assinalou que o PDT é o "único partido que tem uma proposta consistente e madura para o País". Disse ainda que a reunião entre PDT e PSB foi "positiva, no sentido em que sabemos a necessidade de junção de forças para fazer os enfrentamentos de que o Brasil precisa". A nota complementa: “O PDT tem toda identificação com o PSB em âmbito local e nacional. Temos uma história longa em comum e estamos tratando de estabelecer esse diálogo para firmar o Projeto Nacional de Desenvolvimento”.
 
A escolha se apoiará ou não Lula (PT) em 2022 deverá ser tomada um pouco mais na frente. É o que destacou uma fonte à reportagem. Essa máxima, inclusive, segue o que Tadeu (PSB) havia sugerido em entrevista a este repórter. 
 
Escolhas  
 
As eleições presidenciais de 2022 movimentam a política nacional, mas não deixam de "chacoalhar" a política local de Pernambuco. Neste mês, tanto o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, quanto o ex-presidente Lula (PT) devem cumprir agenda na capital pernambucana. Nos bastidores, o que corre é a possibilidade de um racha entre o PSB e o PDT devido às eleições presidenciais. Tudo isso porque, internamente, é certo os socialistas apoiarem a candidatura dos petistas. Mas, vale destacar que a vice-prefeita da capital, Isabella de Roldão, é do PDT, que aposta no candidato da própria sigla, o presidenciável Ciro Gomes (PDT).
 
Até o momento, o PSB não se posicionou oficialmente sobre quem deve apoiar em 2022. Sobre isso, o deputado federal Tadeu Alencar (PSB) assinalou que a decisão precisa ser maturada e não deve ser tomada sem prever o que pode acontecer. As consequências de quem o PSB deve apoiar, segundo Tadeu, devem ser levadas em consideração. Além disso, o parlamentar destacou que não adianta entrar em briga, “é preciso ter uma unidade entre os partidos para derrotar Bolsonaro. Esse é o papel de quem se preocupa e quer preservar a democracia”.

Questionado sobre o racha, Tadeu (PSB) disse que não passam de rumores. “É um processo político que está em curso. Um processo complexo. De maneira geral, temos defendido que a melhor opção para enfrentar Bolsonaro é uma frente ampla e quem tem compromisso com a democracia”, destacou. “O PSB não deve fazer opção de candidato neste momento. É um exagero falar sobre racha nesse momento. Até porque em nenhum momento o PSB adotou posicionamento com candidaturas”, vaticinou. Ainda há, segundo o parlamentar, a possibilidade da sigla apostar em nome próprio. Mas, nada definido. 
 

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