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Notícia de Política

CPI

'Não tem cabimento', diz Omar Aziz sobre convocação de Bolsonaro à CPI

Publicado em: 07/06/2021 13:41

 (foto: Reprodução/YouTube Correio Braziliense
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foto: Reprodução/YouTube Correio Braziliense
O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou nesta segunda-feira (7), em entrevista ao Correio Braziliense, que uma possível convocação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para depor no Senado é algo fora de cogitação. O parlamentar coloca que a convocação do governante seria “politizar” a CPI.
 
“Não tem cabimento, né. É uma coisa que nós temos que ver essa questão. Convocar o presidente Bolsonaro eu não colocaria nem para votar um requerimento desse. Eu não vejo como levar um presidente para a CPI, isso não existe, não dá. Você não tem como nem convidar o presidente, o presidente é a autoridade máxima do país. Ele não pode ir para uma CPI explicar questões técnicas, aí você quer politizar, e a CPI não vai politizar essa questão. Chamar o presidente Bolsonaro, isso daí não está na minha agenda nem hoje, nem amanhã e nem depois de amanhã, não tem a menor possibilidade”, disse Aziz, na manhã desta segunda.

Omar Aziz tem em mãos, desde 26 de maio, um requerimento de convocação de Bolsonaro. O documento é de autoria do senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI, que argumenta que essa convocação tem a mesma base legal que a de governadores chamados para depoimento.
 
Para que Bolsonaro seja convocado, é necessário que Aziz coloque o requerimento em votação e que ele seja aprovado. O presidente da CPI, contudo, não deve fazê-lo.

“Tento levar com a maior imparcialidade possível mostrando erros, me colocando muito claramente em relação aos erros e às omissões que houveram na CPI, mas daí a levar o presidente... isso daí já é um passo que é politizar. Entendo que levar o presidente era a mesma coisa que eu ter prendido o Fabio Wajngarten naquele momento. A CPI estava iniciando, não estava consolidada, existia uma desconfiança muito grande que fosse dar em pizza. Hoje não, hoje a sociedade acompanha porque confia que a gente está fazendo um trabalho. Porque se fosse uma coisa que as pessoas não tivessem confiança ninguém nem prestaria atenção no que estamos fazendo”, concluiu.
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