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Notícia de Política

DECISÃO

Após reunião com chefes dos Três Poderes, Bolsonaro anuncia criação de comitê contra Covid-19

Publicado em: 24/03/2021 12:01

 (Foto: Evaristo Sá/AFP)
Foto: Evaristo Sá/AFP
Após reunião com chefes do Legislativo e do Judiciário na manhã desta quarta-feira (24/3), no Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a criação de um comitê de enfrentamento à Covid-19. Segundo o chefe do Executivo, o grupo terá encontros semanais para acompanhar as ações contra o vírus no país. Também foi instalada uma coordenação junto aos governadores com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Apesar de agora defender a vacinação, o mandatário voltou a falar em tratamento precoce. Na tentativa de melhorar a imagem, assim como tem feito nas últimas solenidades, fez o uso de máscara.

"Fizemos uma reunião com todos os lideres da República. Uma reunião bastante proveitosa. Mais do que a harmonia, imperou a solidariedade e a intenção de minimizarmos os efeitos da pandemia. A vida em primeiro lugar. Resolvemos, entre outras coisas, que será criado uma coordenação junto aos governadores com o senhor presidente do Senado. Da nossa parte, um comitê que se reunirá toda semana com autoridades para decidirmos ou redirecionarmos o rumo do combate ao coronavírus. A unanimidade, a intenção de cada vez mais nós nos dedicarmos a vacinação em massa no Brasil", apontou.

"Tratamos também de possibilidade de tratamento precoce. Isso fica a cargo do ministro da Saúde, que respeita o dever e o direito do médico do off label tratar os infectados. É uma doença como todos sabem, ainda desconhecida. Uma nova cepa ou um novo vírus apareceu e nós, obviamente, cada vez mais nos preocupamos em dar o atendimento adequado a essas pessoas", completou.

Por fim, Bolsonaro pregou a união entre os poderes no enfrentamento ao vírus. "Não temos ainda o remédio, mas a nossa união, o nosso esforço entre os três poderes da República ao nos direcionarmos para aquilo que realmente interessa sem que haja qualquer conflito, qualquer politização da solução do problema, creio que esse seja realmente o caminho para o Brasil sair dessa situação bastante complicada que se encontra", concluiu.

O presidente da Câmara, Arthur Lira realçou a importância de 'despolitizar' a pandemia, que deve ser tratada, segundo ele, como um problema nacional. Lira disse que todos devem ter um único discurso, e que vai tratar, na reunião de líderes desta quarta, de propostas importantes neste sentido.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou que estudará estratégias para evitar a judicialização e consequente demora em casos relacionados à pandemia. "Como o Poder Judiciário é o último player a aferir a legitimidade dos atos que serão praticados, ele não pode participar diretamente deste comitê. Entretanto, como os problemas da pandemia exigem soluções rápidas, nós vamos verificar estratégias capazes de evitar a judicialização, que é um fator de demora na tomada dessas decisões”, relatou, acrescentando que "dessa reunião, ficou claro um binômio muito importante: exemplo e esperança”.

O encontro ocorreu um dia após o Brasil bater o recorde diário de mortos no país por conta da Covid-19, contabilizando, em 24 horas, 3.251 fatalidades, totalizando 298.676 perdas pela doença desde o início da pandemia no país.

Participaram da conversa o vice-presidente Hamilton Mourão, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. A reunião estava prevista desde a semana passada.

Também estiveram presentes os governadores Romeu Zema Neto (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), José Renan Vasconcelos Calheiros Filho (Alagoas), Wilson Miranda Lima (Amazonas), Carlos Massa Ratinho Júnior (Paraná), Cláudio Castro (governador em exercício do Rio de Janeiro), coronel Marcos Rocha (Rondônia); além dos ministros do governo, dentre eles, o recém-empossado ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Pronunciamento
Em mais uma tentativa de mostrar ações do governo diante do agravamento da pandemia, na noite de terça-feira (23), Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional e garantiu que o país terá mais de 500 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus até o fim do ano. “Vamos fazer de 2021 o ano da vacinação.Desde o início da pandemia”, prometeu.

A retórica se diferencia do comportamento já adotado por ele. Bolsonaro duvidou da capacidade dos imunizantes em conter o novo coronavírus e incentivou o uso de medicamentos sem comprovação científica como tratamento contra a Covid-19. Além disso, o mandatário atrasou a conclusão de acordos para a aquisição de vacinas.

Na declaração de ontem, porém, o mandatário defendeu a importância da vacinação e disse que o governo não poupou esforços para garantir a aquisição de imunizantes. "Sempre afirmei que adotaríamos qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa. E assim foi feito". 
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