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Notícia de Política

AMAZÔNIA

Bolsonaro sobre Amazônia: 'Nem se pegar o fósforo, o álcool, é difícil pegar fogo'

Publicado em: 08/02/2021 13:20

 (Foto: AFP / EVARISTO SÁ)
Foto: AFP / EVARISTO SÁ
O presidente Jair Bolsonaro reafirmou nesta segunda-feira (8) que a Amazônia é úmida e que, por isso, não pega fogo. A declaração foi feita a um apoiador na saída do Palácio da Alvorada. O homem relatou ter um programa para mostrar as ações do governo federal no local. O mandatário disparou: "A Amazônia, a bacia amazônica pega fogo? Não pega fogo. Nem se você pegar o fósforo, o álcool, é difícil pegar fogo. É úmida, não pega fogo", apontou.

Em agosto do ano passado, ao participar da 2ª Cúpula Presidencial do Pacto de Letícia, que coordena a preservação dos recursos naturais da região Amazônica, o chefe do Executivo teceu comentário semelhante: "Até mesmo pela sua pujança, bem como por ser floresta úmida, não pega fogo. Então essa história de que a Amazônia arde em fogo é uma mentira e nós devemos combater isso com números verdadeiros. É o que estamos fazendo aqui no Brasil", declarou na data.

No mês seguinte, no discurso na 75ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente reforçou a tese e culpou moradores locais e indígenas por focos de incêndio. "Os incêndios acontecem praticamente nos mesmos lugares, no entorno leste da Floresta, onde o caboclo e o índio queimam seus roçados em busca de sua sobrevivência, em áreas já desmatadas".

Desmatamento
O Instituto Nacional de Estudos Espaciais (Inpe) divulgou no começo do mês que alertas de desmatamento atingiram 216 quilômetros quadrados (km²) em dezembro do ano passado. A área é 14% maior do que a verificada no mesmo mês de 2019 e fecha o ano de 2020 com um total de 8.426 km². Essa é a segunda pior marca anual do sistema de monitoramento Deter, iniciado em 2015.

O índice de 2020 ficou abaixo apenas do recorde histórico de 2019, com 9.178 km2 desmatados. Os dois anos do governo Bolsonaro consolidam o pior cenário de alertas detectado pelo sistema na região amazônica. A média dos três anos anteriores a sua posse (2016 a 2018) foi de 4.845 km². Já nos 24 meses de gestão Bolsonaro, a média anual foi de 8.802 km², um aumento de mais de 81%.
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