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Em entrevista ao Diario, governador de São Paulo faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro

Publicado em: 23/07/2020 21:49 | Atualizado em: 23/07/2020 23:12

 (João Doria participou de live no Instagram do Diario. Foto: arqivo/Agência Brasil)
João Doria participou de live no Instagram do Diario. Foto: arqivo/Agência Brasil
Ao participar de uma live no Instagram do Diario de Pernambuco, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), creditou ao Congresso Nacional o DNA do auxílio emergencial de R$ 600, destinados à pessoas de baixa, trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia da Covid-19. "O governo federal pensava em um auxílio emergencial de R$ 200", frisou. Ele lembrou que foram os deputados e senadores que, "de forma altiva e correta", estabeleceram em um "debate democrático" com os demais partidos que o auxílio emergencial deveria chegar a R$ 600. "Três a mais do que pensava o governo do presidente Jair Bolsonaro", pontuou Doria.
 
O governador fez a ponderação quando questionado pelo diretor de redação do jornal, Kauê Diniz, que conduziu a entrevista, se o presidente Jair Bolsonaro poderia utilizar o benefício com uma espécie de cartão de visita eleitoral de 2022, principalmente no Nordeste. Doria ponderou que não estava desmerecendo o governo federal, mas "restabelecendo" a verdade e que se o presidente realmente usar o auxílio como cabo eleitoral terá que ser contestado.
 
 "Ele (Bolsonaro) teve correta decisão de homologar a medida, mas ele não é o autor dessa medida. Ele não é o pai", reforçou o governador, alertando que o auxílio deverá durar mais 60 dias e que o governo não terá orçamento para continuar. "Teremos dias difíceis pela frente", observou o tucano.
Durante a entrevista, João Doria também criticou a postura do presidente em relação às atitudes dele durante a pandemia, inclusive, conforme destacou, incentivando aglomerações e o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, quando as autoridades de saúde orientam o contrário. O governador chegou a ironizar quando disse que "tem uma pessoa em Brasília com Covid-19 que está tomando essa medicação todos os dias e ainda não está curada", ressaltou, referindo-se ao terceiro exame feito por Bolsonaro e que confirmou que o presidente continua infectado pela doença.
 
O governador de São Paulo também ressaltou que as atitudes de Bolsonaro que levaram os apoiadores do presidente a promover manifestações contra a democracia, Supremo Tribunal Federal (STF), o isolamento social e os governadores. Mesmo assim, de acordo com Dória, todos se uniram, até os do partido do presidente, e implantaram a quarentena em seus estados. "Espero que quando ele se recuperar faça uma reflexão, tenha compaixão do povo, volte a dialogar com os governadores e cuide do país".
 
Ao falar sobre os procedimentos adotados no seu estado para conter o avanço do novo coronavírus, o governador falou com entusiasmo sobre a testagem da vacina CoronaVac, que é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com o gestor, o estado de São Paulo recebeu 20 mil doses que serão aplicadas em nove mil voluntários.


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