Frota Militares brasileiros acompanharão testes em caças suecos

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/09/2019 10:04 Atualizado em:

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.)
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Brasília – Depois do primeiro voo do caça Gripen encomendado pelo governo brasileiro — no último dia 26 —, integrantes da alta cúpula militar vão à Suécia, nesta semana, acompanhar o início dos testes da aeronave na parte dos sistemas táticos e sensores. Na comitiva que viaja a Linköping, a 200 quilômetros de Estocolmo, estão o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Antônio Carlos Moretti Bermudez. A entrega do primeiro lote de aviões está prevista para 2021. Os testes são um passo efetivo de uma novela que se arrasta por quase duas décadas para renovação da frota de caças brasileiros. Iniciado ainda em 2001, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso começou o programa F-X, o processo de compra passou pelos governos Lula, Dilma e Temer até chegar à gestão Bolsonaro. A disputa de quase R$ 17 bilhões envolveu diretamente a norte-americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab, que acabou vitoriosa.

A expectativa é de que o financiamento brasileiro começará a ser pago quando os aviões efetivamente forem entregues, em 2021. No orçamento para o próximo ano não estão previstos recursos para compra de aeronaves, segundo levantamento da Associação Contas Abertas. A assessoria do comando da Aeronáutica não confirmou aspectos sobre a dotação orçamentária para o processo de compra, mas garantiu que o cronograma está mantido, detalhando aspectos como as etapas de certificação.

“O cronograma de entregas contratado pela Força Aérea Brasileira contempla o recebimento das aeronaves a partir de 2021 até 2026. Um total de 36 aeronaves serão inicialmente operadas por unidades aéreas a partir da Ala 2, em Anápolis (GO). Os pilotos brasileiros efetuarão o treinamento na Suécia a partir de 2020”, diz a nota da assessoria militar. Cerca de 350 profissionais brasileiros participam do programa de transferência de tecnologia na Suécia, que envolve 62 projetos de diversas disciplinas aeronáuticas.

Os representantes do país tentam, na Organização das Nações Unidas, regulamentar, em nível global, o desenvolvimento de armas inteligentes. Atualmente, a tecnologia não chegou ao patamar ameaçador como visto no filme O exterminador do futuro. Mas, neste momento, nações industrializadas e até mesmo países em desenvolvimento trabalham para criar armas com capacidade de tomar decisões.

A depender do controle sobre o desenvolvimento desse tipo de tecnologia, nos próximos anos ou décadas, robôs podem ter o poder sobre a vida e a morte. O assunto está causando um debate profundo entre as nações filiadas à ONU, tanto que foi criada, em Genebra, a Convenção sobre Certas Armas Convencionais. A expectativa da entidade é de que, entre 2030 e 2050, existam desde armas comuns automatizadas até robôs humanoides – com capacidade de raciocinar –, empregados em conflitos armados.


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