DELAÇÃO Palocci cita vantagens indevidas de Lula e Dilma e caixa dois de Gleisi e Lindbergh

Por: Maria Clara Ferreira

Publicado em: 14/08/2019 14:01 Atualizado em: 14/08/2019 15:43

Fotos: Agência Brasil
Fotos: Agência Brasil
Documento obtido com exclusividade pela revista Veja torna públicos detalhes da delação do ex-ministro Antonio Palocci fechada com a Polícia Federal e homologada pelo ministro Edson Fachin, chefe da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. 
 
O texto, assinado por Fachin em abril deste ano, contém 23 anexos que tratam de 12 políticos, entre ex-ministros, parlamentares e ex-parlamentares. O material apresenta supostas relações criminosas entre empresários e políticos, envolvendo o financiamento de suas campanhas. Os valores totais citados por Palocci chegam a mais de 330 milhões de reais. 
 
Lula e Dilma
 
De acordo com documento divulgado pela Veja, foram pagos aproximadamente R$ 3,5 milhões de reais por parte do governo do Líbano, liderado pelo ditador Muammar Kadhafi, à campanha presidencial de Lula em 2002. 
 
Também foi citado um pagamento de vantagem indevida pela AMBEV, empresa de produção de bebidas, aos ex-presidentes Lula e Dilma, visando dificultar o aumento de impostos (PIS/Cofins) sobre bebidas alcoólicas. 
 
O texto cita ainda o pagamento de R$ 50 milhões, por parte da construtora Camargo Corrêa, às campanhas do Partido dos Trabalhadores no ano de 2010, em que Dilma Roussef estava disputando. Essa doação teria como objetivo obter auxílio do Governo Federal na anulação da Operação Castelo de Areia junto ao Supremo Tribunal Federal. 
 
A operação da Polícia Federal investigava crimes financeiros e lavagem de dinheiro, tendo como centro as operações do Grupo Camargo Corrêa.
 
Gleisi Hoffmann
 
A delação de Antonio Palloci indica doações extraoficiais no valor de R$ 1 milhão, pagos pela Camargo Corrêa, com o objetivo de estancar as investigações da "Operação Castelo de Areia"; R$ 2 milhões de reais, via caixa dois, pagos pelo Grupo Odebrecht; e R$ 800 mil reais pagos pela construtora OAS à campanha de Gleisi Hoffmann.
 
Os pagamentos foram feitos no ano de 2010, quando a petista se elegeu como senadora mais votada pelo estado do Paraná.
 
Fernando Pimentel
 
O documento aponta doações extraoficiais referentes ao valor de R$ 2 milhões por parte da empresa Camargo Corrêa à campanha do petista Fernando Pimentel ao Senado.
 
Lindbergh Farias

O depoimento indica R$ 3, 2 milhões pagos pela empresa Odebrecht, via caixa dois, ao senador Lindbergh Farias, em 2010, quando ele se candidatava ao cargo. 
 
Tião Viana
 
São citados também os repasses de R$ 500 mil e R$ 1 milhão, sendo o último via caixa dois, pelo Grupo Odebrecht à campanha de Tião Viana, que venceu a eleição para o governo do Acre. 


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