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Denúncia

PSL acusa de quebra de decoro deputado do PSOL que ofendeu Moro

Publicado em: 11/07/2019 21:19

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
 (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil )
O presidente do PSL, Luciano Bivar, entrou com representação à Mesa Diretora da Câmara Federal por suposta quebra de decoro contra Glauber Braga (PSOL), por chamar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de "juiz ladrão", enquanto prestava esclarecimentos sobre mensagens atribuídas a ele e à força-tarefa da Operação Lava Jato Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

A sessão, que durou mais de 7 horas, no dia 2, foi encerrada após a fala de Braga. "O senhor vai estar sim nos livros de História como um juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão. A população brasileira não vai aceitar como fato consumido um juiz ladrão e corrompido que ganhou uma recompensa por fazer com que a democracia brasileira fosse atingida. É o que o senhor é: um juiz que se corrompeu. Um juiz corrupto. O mais corrupto da história do Brasil", disse.

A declaração causou protestos de parlamentares da base aliada, que interpelaram o deputado do PSOL e, aos gritos, começaram a ofendê-lo.

Além da "ofensa a um membro do alto escalão do governo", o PSL afirma haver "a inexistência de situação de troca mútua de agressões, a denotar má fé no emprego das palavras, na tentativa de desestabilizar o oponente político, desferindo autêntico 'golpe-baixo'".

Defesa
O deputado Glauber Braga (PSOL/RJ) disse que considera que a representação do PSL "não vai ser recepcionada pelo Conselho de Ética (da Câmara)".

"Mas se for (recepcionada) eu vou utilizar de todas as prerrogativas para naquele espaço comprovar aquilo que já disse, inclusive utilizando as oito testemunhas a que tenho direito. Vai ser a comprovação de que Moro é um juiz ladrão. Eu não retiro uma palavra do que eu disse na Comissão de Constituição e Justiça."

Glauber questionou uma frase a ele atribuída na audiência de 2 de julho na CCJ. "Na minha fala eu não disse 'Moro é o mais corrupto da história', eu não proferi essas palavras. Como não saiu da minha boca é importante deixar claro isso. Mas não retiro ter dito 'Moro é um juiz ladrão'."
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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