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Notícia de Política

STEVE BANNON

Ex-estrategista de Trump celebra indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador

Publicado em: 12/07/2019 11:10

Paola de Orte/Agência Brasil
Ex-estrategista de campanha de Donald Trump e organizador de uma onda de movimentos nacionalistas de direita, Steve Bannon comemorou ao saber da ideia do presidente Jair Bolsonaro de indicar o filho Eduardo Bolsonaro ao posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. "Eduardo pega o Trump e o movimento Trump", disse Bannon ao jornal O Estado de S. Paulo, avaliando como um movimento "muito inteligente" de Bolsonaro a possibilidade de enviar o filho a Washington. "Ele vai chegar ao posto já sabendo os atores, as questões e as oportunidades", disse Bannon.

Eduardo foi a principal interface do governo Bolsonaro com Bannon. Ele se reuniu com o estrategista de campanha ainda no período eleitoral, nos EUA, e, depois disso, teve uma série de encontros com o americano até ser designado o líder do "movimento" de Bannon na América do Sul. O "movimento" é considerado uma reunião de apoiadores de governos e políticos nacionalistas e de direita pelo mundo.

O deputado brasileiro se orgulha dos encontros que já teve com o americano, apesar de a figura de Bannon ser mal vista por parte do grupo de Trump na Casa Branca - de onde o ex-estrategista saiu demitido em 2017. 

Bannon esteve por trás da eleição de Trump e do site Breibart, de plataforma de ultradireta. Também foi conselheiro da Cambridge Analytica, consultoria acusada de fornecer dados de milhões de usuários do Facebook para prejudicar Hillary Clinton em 2016.

Bannon avaliou que Eduardo provavelmente não continuará no trabalho na América do Sul, pois o cargo de embaixador "vai tomar 100% do tempo" do hoje deputado federal, mas acha que isso pode ajudar o "movimento". "É ótimo, porque agora terá alguém que realmente entende o movimento em Washington. Eduardo é um indivíduo extraordinariamente talentoso", afirmou ele.
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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