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Notícia de Política

2022

Bolsonaro sobre reeleição: ''Se país entrar nos trilhos, a gente decide''

Publicado em: 12/07/2019 07:30

Evaristo Sá/AFP
Questionado pelos jornalistas, nesta quinta-feira (11), o presidente Bolsonaro voltou a falar em reeleição. “Eu nunca trabalhei pensando em reeleição como parlamentar. Se a gente pensar em reeleição, a gente vai dizer sim para todo mundo. E o caminho do sucesso, como disse alguém no passado, ele não sabia, mas sabia do fracasso, é dizer sim para todo mundo”, disse, ao comentar o que seria o preço a ser pago pela reeleição. 

"Se o Brasil entrar nos trilhos lá na frente, a gente decide no momento. Tenho um apoio enorme de muitos setores da sociedade. Eu acho, não posso falar bem de mim, que estou fazendo o possível perto daquilo que nós recebemos. Em grande parte, o Temer (ex-presidente Michel Temer) ajudou o Brasil na reforma da CLT" (Consolidação das Leis do Trabalho na reforma trabalhista de 2017). 

Mudança de ideia
Ao ser questionado sobre por que teria mudado de ideia desde a eleição, Bolsonaro afirmou que, na época da campanha eleitoral, condicionou a reeleição à reforma política. “Eu falei na campanha que, com uma boa reforma política, eu jogo na mesa a não reeleição. Não tem nenhum bobo aqui. O mais bobo aqui, acho que sou eu. Você acha que os nossos governadores aceitariam a não reeleição? Nós temos bons governadores, você acha que eles não aceitariam? Botar só para presidência, e não para governador?”, questionou. “Pode ser que sim, não sabemos como será 2026.

Quando perguntaram ao presidente se ele analisava a possibilidade de ter um vice evangélico em uma possível disputa por uma reeleição em 2022, Bolsonaro respondeu: “não quero queimar o Mourão agora (vice-presidente Hamilton Mourão), e chegou a parabenizar o vice-presidente por não falar com a imprensa nos últimos dias. Mourão tem sido criticado por integrantes do governo por suas declarações, consideradas polêmicas. “Quero parabenizar o Mourão por estar há uma semana sem falar com a imprensa”, disse. 
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Resistência nordestina em cartaz

Diego Rocha *
Celebrando a resistência da arte nordestina e a arte nordestina de resistir, o 21º Festival Recife do Teatro Nacional está em cartaz na cidade para confirmar a vocação de um povo à resiliência e à criatividade. Até o próximo dia 24, a programação montada com muita assertividade pela Prefeitura do Recife irá apresentar 12 espetáculos em vários teatros da cidade, entre eles seis montagens nacionais jamais vistas na capital do Nordeste.
Mas não está toda no ineditismo a urgência que esses espetáculos carregam. Mas também e principalmente na referência e reverência que muitos fazem à estética e às temáticas fincadas no árido solo fértil do Nordeste. Alguns textos, como o da montagem Ariano %u2013 O Cavaleiro Sertanejo, da companhia carioca Os Ciclomáticos sequer foram produzidos no Nordeste. Mas sabem, bebem e comungam do povo que somos. Foram buscar inspiração em autores ensolarados como Ariano Suassuna e os tantos tipos e símbolos que ele fundou e transportou do imaginário nordestino para o mundo.
Há na programação citações ainda mais explícitas à nossa produção teatral. Parido do punho do próprio Ariano, em carne e pena, o clássico Auto da Compadecida chega ao Festival com sotaque mineiro, numa belíssima montagem do Grupo Maria Cutia, com a direção cênica precisa e sensível de Gabriel Villela, que conseguiu unir a cultura do cangaço pernambucano ao barroco mineiro, sem sair da trilha aberta pelo Movimento Armorial de Ariano.
São montagens que nos representam e, ao mesmo tempo, nos apresentam a nós mesmos, além de nos hastear bandeira a congregar territórios artísticos, afetivos e cívicos, num país assombrado e repartido por um projeto de poder excludente. Em cima e embaixo dos palcos, durante e depois do 21º Festival Recife do Teatro Nacional, que a arte e a força nordestina persistam farol aceso a nos guiar.

* Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife

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