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"Um país, dois sistemas", Prática Vívida - Histórias de Hong Kong (2)

Yan Yuqing
Cônsul-Geral da China no Recife

Publicado em: 30/06/2022 03:00 Atualizado em: 29/06/2022 22:51

O dia 1º de julho de 2022 marcará o 25º aniversário do retorno de Hong Kong à pátria.

Ao chegar 1995, a revista americana Fortune questionou o futuro de Hong Kong em um artigo intitulado A Morte de Hong Kong. Dez anos após o retorno, a mesma revista foi obrigada a publicar um artigo intitulado Ops! Hong Kong não está nada morta admitindo que estavam “equivocados”. A prática bem-sucedida de “Um país, dois sistemas” refutou fortemente os argumentos negativos contra Hong Kong.

O retorno à pátria marcou a retomada do exercício da soberania do governo chinês sobre Hong Kong. Ao longo dos últimos 25 anos, “Um país, dois sistemas” forneceu uma garantia fundamental para salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento. De acordo com a Constituição da República Popular da China, os poderes da Região Administrativa Especial de Hong Kong (RAEHK) são todos delegados pelo governo central, sendo uma região administrativa local diretamente subordinada ao governo popular central. A Constituição e a Lei Básica firmam a base constitucional da RAEHK, cabendo ao governo central a administração geral da RAEHK. O governo central adota o estado de direito em Hong Kong, implementa firmemente “patriotas governando Hong Kong”, cumpre de forma abrangente, precisa e inabalável “Um país, dois sistemas” e melhora este sistema.

“Um país, dois sistemas” estabeleceu uma base sólida para o desenvolvimento do caminho democrático alinhado com a realidade de Hong Kong. O governo central respeita e protege o alto grau de autonomia de Hong Kong de acordo com as leis. A RAEHK continua mantendo inalterado o sistema capitalista e a antiga maneira de viver. Os poderes executivo, legislativo, judicial, independentes e o de adjudicação final são plenamente exercidos. Com o forte apoio do governo central, o sistema eleitoral de Hong Kong foi continuamente aprimorado, realizando efetivamente a governança e a ordem em Hong Kong e salvaguardando os direitos democráticos do povo. Os residentes chineses da RAEHK têm o direito de eleger seus representantes na Assembleia Popular Nacional para participar nos trabalhos do mais alto órgão do poder estatal. Ademais, vários talentos de Hong Kong trabalham em instituições centrais, locais e organizações internacionais. A prática provou plenamente que Hong Kong, após o retorno, alcançou uma democracia e liberdade que nunca tiveram durante o período colonial britânico.

“Um país, dois sistemas” injetou um forte impulso na abertura da China ao mundo exterior, na prosperidade e na estabilidade a longo prazo de Hong Kong. Apoiada pela pátria e voltada para o mundo, Hong Kong enveredou por um caminho de vantagens complementares e de desenvolvimento junto com o continente da pátria, tornando-se uma porta entre a China continental e o mundo. Contando com o forte apoio do país, Hong Kong superou com sucesso a crise financeira asiática em 1997, a epidemia de SARS em 2003 e a crise financeira internacional em 2008. Por diversas vezes, Hong Kong foi considerada como a economia mais competitiva e mais livre do mundo. Classificada como a cidade mais proativa da Ásia por instituições internacionais de renome, continuando a consolidar o status de um centro internacional a nível financeiro e de negócios, de transporte marítimo, de serviços jurídicos e de resolução de disputas na região da Ásia-Pacífico.

A prática bem-sucedida de “Um país, dois sistemas” é exatamente como é apontada pelo presidente chinês Xi Jinping: “’Um país, dois sistemas’ é uma grande iniciativa chinesa, de novas ideias e soluções fornecidas pela China à comunidade internacional para resolver problemas semelhantes, além de uma nova contribuição da nação chinesa para a paz e o desenvolvimento mundial, que condensaram a sabedoria chinesa em relação à inclusão.”

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