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Opinião
Meus conhecimentos musicais [arre!]

Vladimir Souza Carvalho
Membro das Academias Sergipana e Itabaianense de Letras

Publicado em: 22/01/2022 03:00 Atualizado em: 23/01/2022 22:57

Declaro, para os devidos fins que se fizerem necessários, que meus conhecimentos musicais estacionaram há muitos anos. É triste reconhecer, mas, parei, literalmente, no tempo. Dou exemplos. Quando Vinicius de Moraes faleceu, ouvindo músicas suas no Jornal Nacional, constatei que as conhecia, sem saber que eram dele. O mesmo agora, com a cantora Marília Mendonça, ainda em dosagem maior. Não sabia nem que existia, e, quando venho a sabê-lo, tragicamente, é através da notícia de sua morte, anunciada tantas vezes que a impressão que se tinha era que tragédia ocorreu, seguidamente,  por alguns dias.

Parei no tempo, repito. No primário, tive em mãos pequenas publicações contendo letras musicais. Eu lia e copiava, até o bis. E, mesmo sem ter voz afinada, me arriscava a cantar. É verdade que meu cantar não espantava muriçoca, nem se limitava ao banho. Até o primeiro ano clássico, copiei músicas e decorei-as. Ouvindo hoje, quando mais setenta janeiros me pesam nos ombros, as músicas daqueles tempos, vou acompanhando todas, umas totalmente, outras, aqui e ali, em trechos isolados.

De Vicente Celestino, por exemplo, frases aqui e ali: Tornei-me um ébrio na bebida busco esquecer... De Anísio Silva, quase todas. De Nelson Gonçalves, as mais velhas. De Silvio Caldas, uma numa delas: Palhaço das perdidas ilusões. De Cauby, ah, de Cauby, Conceição, ninguém sabe, ninguém viu. De Altemar, uma ou outra, Maria Helena és tudo, se transformando no último dos moicanos, porque, a partir dele, o mundo musical se encerrou. Quem posso mais invocar, memória amiga? Uma ou outra música perdida, por uma frase aqui e ali, na noite do meu bem e na noite do meu ex-bem, e estamos conversados.

Dependesse de conhecer as centenas de bandas que surgiram, os conjuntos musicais, os cantores novos, as duplas sertanejas, para alcançar o Céu, eu ia pedir a Deus para não morrer nunca, porque não chegaria nem na calçada, quanto mais ter ingresso e dele desfrutar por toda a eternidade. E para não ocultar a verdade, confesso que não canso de ouvir Luiz Gonzaga, - quando oei a terra ardeno... – conhecimento, aliás, dos tempos atuais, ressalte-se.

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