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Opinião
Elza Soares e Garrincha partiram na mesma data

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicado em: 24/01/2022 03:00 Atualizado em: 23/01/2022 22:56

Dia 20 de janeiro, data consagrada a São Sebastião, padroeiro do Rio, em curiosa coincidência, faleceram Mané Garrincha e Elza Soares, que muito se amaram, desde que o Brasil conquistou o bicampeonato mundial de futebol, no Chile, onde se conheceram, pessoalmente, quando foi escolhida madrinha da seleção brasileira.

À época, Garrincha era ainda casado, sendo Elza acusada de acabar o relacionamento conjugal do craque.

Na década de 50, no campo do Botafogo, em General Severiano, nas sociais do clube, eu acompanhava a equipe de futebol da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, onde estudava o curso de ciências jurídicas e sociais, quando bem pertinho de mim sentou-se um cidadão, que não era outro senão Garrincha, a quem admirava como jogador de futebol nos gramados cariocas. Apenas um simples cumprimento e nada mais do que isso. Sua presença ali era apenas pelo fato da equipe pertencente à Universidade do Distrito Federal contar com atletas que pertenciam ao clube alvinegro que defendia, entre os quais os goleiros Wendel e Dutra, bem como da seleção nacional como era Weber, zagueiro integrante do Vasco da Gama. O treinador da equipe acadêmica, não era um jogador famoso, mas sua irmã, Adalgiza Colombo, já era bastante conhecida por atuar na TV, no cinema nacional e por vir a ser eleita “Miss Brasil”, pouco tempo depois.

Dois fatos curiosos que me ligaram à famosa cantora Elza Soares. Em um de meus périplos pelo Rio de Janeiro, visitei  a grande casa em que passei minha infância, em Vila Isabel, na Rua Teodoro da Silva, 668. Da primeira vez, encontrei, no local, instalada uma firma do ramo de pneus, constituindo-se para mim em uma grande decepção.

Da segunda, fui informado de que o imóvel era de propriedade da cantora, também empresária, transformando o local em belíssima “boite”. Anos depois, Elza Soares, em excursão pelo Nordeste, é levada por mim a Caruaru, a fim de se apresentar na Rádio Difusora, afiliada da Empresa Jornal do Commercio. Em meu primeiro contato com a cantora, esta me fez uma exigência: conseguir cigarros americanos. Na ocasião, não era fácil a aquisição, apesar das várias tentativas que fiz, no centro comercial caruaruense. A solução foi levá-la à zona do meretrício, onde eu, finalmente, encontrei quem me fornecesse um maço de “Chesterfield”, satisfazendo a vontade e o vício da cantora, que falece aos 91 anos de idade, 39 anos depois de Garrincha, que partiu cedo, vítima de outro vício cruel: a bebida.

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