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Opinião
O acesso à água

Eriberto Medeiros
Presidente da Alepe

Publicado em: 01/12/2021 03:00 Atualizado em: 30/11/2021 22:35

Democratizar radicalmente o acesso a bens públicos é desafio dos governos e pauta do Poder Legislativo. O Parlamento não deve se abster de promover discussões, parcerias e pesquisas com o objetivo primordial de ofertar bens públicos. Segurança pública, saúde, educação, água e infraestrutura são exemplos de bens públicos. A cidadania da população é garantida quando os bens públicos são democratizados.  

A água é um bem público escasso e não democratizado. É escasso em todo o mundo por razões diversas, dentre as quais, a ausência de chuvas. Variações do clima por consequência do aquecimento global possibilitam que chuvas não ocorram sistematicamente ou, melhor, a sua frequência perca intensidade. Existem também regiões, como é o caso do semiárido nordestino, em que as chuvas não acontecem em virtude das condições climáticas da região, as quais são observadas historicamente.

A ausência de chuvas não pode encobrir e frear a busca por soluções. Estamos no século 21. O século caracterizado pelo avanço tecnológico. A tecnologia deve ser utilizada para superar as dificuldades impostas pela natureza. Certamente, a solução por completo não será encontrada. Porém, o sofrimento das pessoas por decorrência da falta d’água pode ser amenizado. Obras estruturadoras, as quais requerem volumoso investimento público, são instrumentos que contribuem para a oferta de água.

Observamos o debate sobre a possibilidade, remota, neste instante, do racionamento de energia em virtude da ausência de chuvas. Não é a primeira vez que esta possibilidade ocorre no Brasil. Contudo, a água não serve apenas para a geração de energia. Mas também para o consumo humano, higiene pessoal, indústria de tecidos, agropecuária, agricultura familiar e a exportação de frutas. O desenvolvimento socioeconômico do país depende do acesso à água.

Como presidente da ALEPE inseri, na agenda legislativa, com o apoio dos demais parlamentares, a democratização da oferta de água. Tenho acompanhado atentamente matérias da imprensa e buscado parceria com instituições diversas, como a Universidade Federal de Pernambuco, para apresentarmos soluções satisfatórias para o desafio do abastecimento d’água. Reconheço que o desafio é enorme. Tenho acompanhado também, atentamente, as meritórias ações do governo Paulo Câmara e da Compesa. Em breve, várias obras serão concluídas e iniciadas. A democratização da água é prioridade e com atitude possibilitaremos que mais e mais pernambucanos tenham acesso a ela.

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