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Opinião
Os grandes escultores pernambucanos (3)

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 22/10/2021 03:00 Atualizado em: 21/10/2021 23:11

Vitalino: Filho de uma artesã e um lavrador, Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, tornou-se um dos maiores nomes da arte do barro no Brasil. Desde criança mostrava seu talento, moldando pequenos animais com as sobras do barro tirado do Rio Ipojuca, que sua mãe usava para produzir panelas comercializadas na Feira de Caruaru. Sua arte simples acabou encantando o mundo e o tornou famoso. Fazia o que os especialistas chamam de arte figurativa. Morou a vida inteira no Alto do Moura, em Caruaru, onde produziu suas peças, com a ajuda dos filhos, que vendia na Feira de Caruaru. Sua vida começou a mudar em 1947, quando foi convidado por Augusto Rodrigues para participar da Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana no Rio de Janeiro. Suas peças, mostrando violeiros, bois, vacas, cangaceiros, ciranda, zabumba, cavalo-marinho, noivos, cavalos, Lampião e Maria Bonita, vaquejada e carros de boi fizeram o maior sucesso. Dois anos depois, sua fama começou a crescer, com uma mostra no Masp de São Paulo e ganhou dimensão  internacional com a exposição “Arte Primitiva e Moderna”, em Neuchâtel, na Suíça. Suas peças estão no acervo de museus famosos, como no Louvre de Paris. As duas maiores coleções das suas peças, que hoje são valorizadíssimas, estão no apartamento do senador Jarbas Vasconcelos e no Museu Casa do Pontal, no Rio de Janeiro.

Rinaldo Silva: Além de escultor, é professor de artes plásticas e arte-educador. Nasceu em São Paulo em 1961, quando seus pais, devido ao êxodo rural do Agreste pernambucano, deixaram Toritama. Uma cidade contemplada com o Rio Capibaribe e eternizada no simbólico nordestino em Morte e Vida Severina. Aos nove meses de idade veio para o Recife onde vive e trabalha atualmente fazendo uma produção autoral também nas áreas de pintura, objeto e gravura. Com dezenas de exposições, sempre teve um trabalho inovador e desafiante.

Mirella Andreotti: Nasceu em Livorno, na Itália, e começou a pintar ainda criança. Com 24 anos, em 1950, imigrou para o Brasil acompanhada do marido, Romano Andreotti. Viveu inicialmente em Londrina, passando depois por São Paulo e, finalmente, se instalando no Recife. O casal fez o maior sucesso também na nossa vida social. Depois de morar dois anos nos Estados Unidos, onde aprimorou sua técnica especialmente em painéis usando o aço, voltou para a capital pernambucana. Participou de dezenas de exposições e realizou painéis em vários estados do Brasil, nos Estados Unidos e Europa. Uma das suas peças está na portaria de TV Guararapes.

Ferreira: Autodidata, José Ferreira de Carvalho produziu vários murais em mosaicos e cerâmicas, o mais famoso deles, de grandes proporções, está na sede da Chesf, no Bongi. Suas peças têm um colorido intenso e marcante. Outra peça icônica sua está na sede do Country. Produziu também desenhos e pinturas em diversas técnicas e suportes, quase todos inspirados em temas locais. Tem um detalhe curioso: na maioria das suas peças aparece uma figura de uma mulher grávida. Seu ateliê, em Campo Grande, é um verdadeiro museu, com centenas de suas peças, que estão também em coleções particulares.

Thina Cunha: nasceu na Pennsylvânia, nos Estados Unidos, mas é naturalizada brasileira. Desde a infância tinha o hábito de pintar e modelar no barro com Zé do Carmo em Goiana. Com vários cursos na área artística, fez parte de um grupo de escultores, estudou iniciação de desenho e pintura na Escola de Belas Artes do Recife. Tem ateliê em Boa Viagem, onde costuma fazer exposições das suas criações. Uma curiosidade: foi cunhada do político baiano Luiz Eduardo Magalhães.

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