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Opinião
Fundaj e a identidade do homem do Nordeste

Antônio Campos
Presidente da Fundaj

Publicado em: 19/10/2021 03:00 Atualizado em: 19/10/2021 05:41

A Fundaj, em seus mais de 70 anos, tem como um dos principais legados preservar e valorizar a identidade do homem do Nordeste.

O Museu do Homem do Nordeste, recentemente reformado, inclusive com sistema anti-incêndio, é o principal museu de antropologia do homem do Nordeste. É um espaço de formação educacional, cultural e cidadã. É um espaço de Memória Social que estimula reflexões sobre os modos como as pessoas pensam sobre sua identidade e sobre outras identidades constitutivas do Brasil contemporâneo.

Nessa missão, além da reforma do Museu do Homem do Nordeste, temos a destacar, entre outras realizações, em nossa gestão, algumas relevantes iniciativas.

A publicação do livro Nordeste Identidade Comestível, que é fruto de uma pesquisa do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), coordenada pela antropóloga do Muhne, Ciema Mello, realizada pelo jornalista e antropólogo Bruno Albertim, com fotografias de Emiliano Dantas. É um vasto mural da gastronomia do Nordeste e a identidade desse povo através da gastronomia.

Fizemos um projeto Santos Populares do Nordeste, destacando um santo por estado, em livro, valorizando a religiosidade nordestina. No próximo dia 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, estaremos lançando o primeiro volume dedicado a Ela, em seu dia. Em seguida, vamos editando os demais livros.

É de se destacar a série que fizemos Grandes Personalidades do Nordeste, destacando marcantes personagens com grandes conferencistas.

Criamos o Prêmio Delmiro Gouveia de Economia Criativa, tendo premiado 90 vencedores e já anunciamos a segunda edição. É um prêmio que valoriza a criatividade, inovação e a economia criativa do povo nordestino. A premiação da primeira edição está registrada no livro lançado na Bienal do Livro de Pernambuco, Cultura Viva do Nordeste, da jornalista Karla Veloso.

O Concurso Nordestino do Frevo foi outra marcante iniciativa, tendo tido grande participação de compositores e veio para ficar no calendário.

A agenda literária também tem sido objeto de trabalho. Além de promover a Festa Digital do Livro, já em duas edições, participamos da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Apoiamos as comemorações dos 120 anos da Academia Pernambucana de Letras e os 80 anos da Academia Paraibana de Letras.

Em pesquisa, estamos iniciando uma segunda sobre o Polo da Sulanca, no Agreste pernambucano, destacando o aspecto da inovação. Também, em pesquisa, estamos estudando o impacto do Auxílio Emergencial no Nordeste, entre outras.

Disse Euclides da Cunha que o nordestino é, antes de tudo, um forte. Digo que o nordestino é, antes de tudo, resiliente e criativo. Não é problema, faz parte da solução do Brasil.

Embora o Dia do Nordestino seja todo dia, como tem sido tradição no dia 8 de outubro comemorar o seu dia, celebramos o Dia do Nordestino on-line, com a música de Maciel Melo e outras iniciativas, um caboclo sonhador, um dos artistas que representam a alma desse povo, que não cansa de sonhar, lutar, criar e resistir.

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