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Opinião
Há 100 anos nascia Zizinho

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicado em: 14/09/2021 03:00 Atualizado em: 14/09/2021 06:10

Se vivo fosse, Zizinho, um dos maiores jogadores de futebol que vi atuar, completaria 100 anos nesta terça-feira, já que nasceu em 14 de setembro de 1921, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, cidade próxima de Niterói, a antiga capital do Rio de Janeiro. As novas gerações não viram esse atleta atuar, nas décadas de 40 e 50. Quando ainda criança mudou-se para a cidade vizinha de Niterói, onde, ainda adolescente, começou a jogar, em equipe local, chamando a atenção dos dirigentes do Flamengo. Já aos 18 anos foi levado para a Gávea e, no ano seguinte, já estava entre os titulares, onde foi vários anos campeão carioca, atuando ao lado de ninguém mais que os famosos Domingos da Guia e Leônidas da Silva. Suas soberbas atuações, em pouco tempo, foram premiadas: uma com o título de “Mestre Ziza” e outra de ser convocado para a Seleção Brasileira de futebol, ainda jovem, aos 21 anos de idade, onde sempre se constituiu em destaque.

Trago na lembrança, quando, atuando contra a seleção do Chile, marcou nada menos que quatro gols. Em uma decisão por cobrança de penalidades máximas, modalidade à época, cobrou, sozinho, os cinco e todos foram convertidos.

Nomes como os de Didi, Gérson e Pelé jamais se omitiram em enaltecer Zizinho. Pelé, o ‘rei do futebol”, nas entrevistas que concedeu, ao longo de sua vida, publicamente, confessou haver se inspirado, em Zizinho, a quem ele considerava como um jogador completo.

A mais lamentável cena que vi desse “craque” aconteceu em 1946, quando me encontrava na social do Vasco, em São Januário, assistindo a Flamengo e Bangu. O zagueiro Adauto, da equipe de Moça Bonita, em jogada desastrosa, fraturou a perna do “mestre”. Apesar desse acidente, graças ao empresário Guilherme da Silveira, ele foi contratado pelo Bangu. Essa contratação foi um passo para que o São Paulo o levasse às suas hostes, pouco tempo depois, onde iria ser campeão estadual mais uma vez, daí saindo em 1958, retornando a Niterói. Abandonando, praticamente, o futebol, voltou a jogar, em 1959, no São Bento, de Marília, interior paulista, sob o comando de Danilo Alvim, que vi jogar juntos, na Copa do Mundo, de 1950, no Maracanã, quando, diante da derrota para o Uruguai, foram vice-campeões.

Essa é a história de Tomaz Soares da Silva, o Zizinho. que, a exemplo de Tim, Elba de Pádua Lima; Pelé, Edson Arantes do Nascimento; e Zico, Arthur Antunes Coimbra, foram os mais talentosos jogadores que acompanhei de perto como comentarista esportivo. Em minha modesta opinião, o tricampeão pelo Flamengo e campeão paulista pelo São Paulo, apesar da derrota, no Maracanã, na final, foi o melhor jogador do mundial de 1950.

Por incrível que pareça, só encerrou suas carreira, ao atingir 40 anos de idade, atuando, ainda, no Audax Italiano do Chile. Seu coração parou em 8 de fevereiro de 2002.

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