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Opinião
Bruno Covas e Eva Wilma, duas grandes lacunas

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicado em: 18/05/2021 03:00 Atualizado em: 18/05/2021 05:10

Conheci Eva Wilma no início de sua carreira, ainda iniciante na trajetória artística, quando dava seus primeiros passos no teatro, na TV e no cinema. Com 16 para 17 anos era incipiente em sua futura profissão. Residia em uma modesta pensão da Rua do Catete, na então capital federal, ao lado da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, da Universidade do Distrito Federal, onde eu estudava ciências jurídicas e sociais. Da varanda do casarão assistia a quase todos os movimentos da jovem atriz que, inocentemente, eram acompanhados por mim, sempre pelas manhãs. Não foi difícil um encontro casual com a jovem atriz, nas imediações da faculdade, e um pronto desejo de uma conquista, tendo ela, todavia, sido mais inteligente, esquivando-se para o interior da parte interna da Embaixada do Uruguai, cujo portão entreaberto ela o atravessava, no momento. Foi uma forma bem inteligente de escapar para um “território estrangeiro”, onde estaria protegida de um assédio, que, em verdade, ficou apenas em sua mente, pois jamais se consumaria, vez que nem chegou a se esboçar, mesmo porque eu seria incapaz de ter tão condenável procedimento.

Com tristeza, tomei conhecimento de que a excelente atriz, há cerca de um mês, encontrava-se internada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em princípio, para trato de problemas dos rins e do coração, quando foi descoberto um câncer de ovário, que se propagou, durante o tratamento, acarretando uma carência respiratória, vindo, em consequência, falecer, nas últimas horas do sábado 15, aos 87 anos de idade.

Casada, inicialmente, com John Herbert, ator com quem atuou ao seu lado, na extinta TV-Tupy, estrelando o seriado Alô Doçura, permaneceu, em cartaz, durante dez anos. Dessa união, nasceram dois filhos. Um de seus mais destacados papéis, nesse período, foi em Mulheres de Areia, onde interpretou o papel de duas irmãs gêmeas. Tendo, também, como protagonista Carlos Zara com quem viria a se casar, em segundas núpcias, união esta que durou nada menos do que 23 anos, tendo o afamado ator falecido em 2002.  Ingressou na Globo em 1980, estreando a novela Plumas e Paetês. Contracenou, em novelas que se constituíram em grandes sucessos, ao lado de Paulo Goulart, do próprio John Herbert, do inesquecível Paulo Autran e das talentosas atrizes Irene Ravache e Tônia Carrero.

Ainda sob o impacto da morte da paulistana Eva Wilma, o mundo político foi surpreendido com a “passagem”, neste domingo, do licenciado prefeito de São Paulo, Bruno Covas, de 41 anos, vítima, também, de um câncer, 6 meses após ser reeleito para a capital do estado.

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