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Opinião
Além da influência

Daniella Brito
Jornalista, professora, assessora de imprensa e redes sociais e mestre em Sociologia

Publicado em: 04/05/2021 03:00 Atualizado em: 04/05/2021 06:11

Influenciador digital é vendedor? A resposta pode parecer óbvia, mas não para muitas marcas que apostam nessa estratégia como caminho certo para o aumento de vendas. Influenciadores podem ser excelentes divulgadores, mas vendedores, provavelmente não. Esse falso relacionamento que leva em consideração primordialmente o tamanho da rede de cada influenciador, o número de curtidas e comentários tem levado a desvios, pois acabam, em muitos casos, deixando aspectos fundamentais da comunicação em segundo plano, como credibilidade, mensagem, contexto e público.

Por isto, quando o assunto é o chamado marketing de influência, outros fatores como comportamento, engajamento e confiança devem ser vistos como prioridade. Qual a relação da sua marca com o influenciador?  Que história você acha que ele pode contar sobre você, seu produto ou serviço? O seu público confia nele e nas suas indicações? Você acha que ele usaria sua marca se não fosse patrocinado?

Na rede social, um produto ou serviço é, antes de tudo, conteúdo. Neste grande palco virtual que é esse ambiente, estamos sempre produzindo ou consumindo conteúdo, compartilhando e repetindo imagens e histórias. É muita gente falando e ouvindo ao mesmo tempo. Neste mundo polifônico, postar por postar nunca será a melhor alternativa. Cá entre nós, o que você prefere: um conteúdo bacana, inspirador, atraente ou aquele publipost escancarado e, muitas vezes, com cara de comercial de margarina? Nada contra comercial de margarina. Tudo a favor de uma boa história.

Em grande parte dos casos de clientes que se decepcionam com ações deste tipo, a frustração decorre da falsa expectativa da conversão imediata da visibilidade em engajamento e vendas. Situações assim me fazem pensar que a estratégia da quantidade como valor maior que a segmentação do público e interesses talvez tenham sido alguns dos motivos destes fracassos.  Outros acreditam que a ação se resume a dar alguns mimos, sem levar em consideração que influencers são profissionais e não são obrigados a postar o que recebem. Em grande parte, é preciso pagar por isso. Será que ele representa os valores da sua marca? Será que ser celebridade basta? Será que um nano ou um micro influenciador, por exemplo, da sua região, não estaria mais próximo da sua marca? Não poderia gerar mais engajamento?

Há muitos fatores que devem ser levados em consideração em ações deste tipo. Em todas elas planejamento, estratégia e monitoramento são fundamentais. Além de estimular o consumo, os influenciadores de verdade são aqueles capazes de inspirar, ditar comportamentos, estabelecer vínculos, gerar confiança. E quando esse encontro acontece com os valores de sua marca e com o seu público, é um jogo em que a arquibancada invade o campo, todos celebram juntos. Momentos assim extrapolam o ato da compra tão esperado, viram histórias, hábitos e memórias. Reputação também.

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