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Opinião
A importância do Estado

Eriberto Medeiros
Presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco

Publicado em: 13/05/2021 03:00 Atualizado em: 13/05/2021 06:02

Ser parlamentar é estar atento às demandas da população e aos desafios diários que a sociedade revela. O olhar atento para a realidade mostra que o presente e o futuro são desafiadores. Crises estão presentes, as quais estão possibilitando o aparecimento de novos problemas e o reforço dos que já existem. Não se pode desconsiderar os desafios. Eles precisam ser enfrentados.

O Estado existe para servir, ofertar bens públicos, atender as demandas da população, intermediar e inibir conflitos. O Estado é fundamental. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mostrou, recentemente, em seu discurso de 100 dias de governo, que o Estado é imprescindível. Principalmente em situação extraordinária, desafiadora. Sem a presença do ente estatal, o adequado funcionamento da sociedade é ameaçado.

A grave pandemia que assola o Brasil revelou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS). E trouxe uma alerta: o SUS precisa ser reforçado. São milhões de pessoas que o buscam diariamente. São os profissionais do SUS que estão à frente da pandemia salvando vidas e vacinando. Como o Brasil estaria se o SUS não existisse para enfrentar a Covid-19?

O Brasil sofre há séculos com profunda desigualdade social. Não restam dúvidas que avançamos. Mas, infelizmente, também recuamos. Em razão de crises econômicas e da pandemia, os indicadores sociais apresentaram piora. O desemprego está no dia a dia de parcela significativa da sociedade brasileira. A fome também. Urge a presença do Estado para garantir proteção social e desenvolvimento econômico.

Não cabe, no momento, o debate sobre controle de gastos públicos. O Estado brasileiro precisa de reformas. Não restam dúvidas. Mas ele precisa aumentar a sua capacidade de investimento público. Em particular, na infraestrutura. O Estado presente de maneira eficiente na economia atrai investimento privado. Mercado e Estado não são concorrentes. Eles são complementares.

Em período de fragilidade econômica, o Estado deve garantir o bem-estar da população. Nenhum brasileiro pode ter fome. O Auxilio Emergencial é medida importante e necessária. E não deve ser interrompido. Aliás, precisa, imediatamente, ser estendido. E além dele, a renda mínima para as famílias que não têm rendimento deve ser instituída.

O presente e o futuro do Brasil são desafiadores. Não podemos ser pessimistas. A sociedade quer solução para os seus desafios. O Estado precisa assumir e enfrentar as crises sanitária e econômica. Com políticas públicas e parceria com o mercado as venceremos.

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